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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Senador Condenado: STF fixa em 4 anos e 8 meses pena de Cassol por fraude em licitação

Senador foi acusado de fraude quando era prefeito de Rolim de Moura.
Multa foi fixada em R$ 201 mil; parlamentar poderá recorrer em liberdade.

 

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) fixou nesta quinta-feira (8) a pena do senador Ivo condenado pelo crime de fraude em licitações, em quatro anos, oito meses e 26 dias de prisão em regime semiaberto (no qual o detento pode deixar o presídio durante o dia para trabalhar).
Cassol (PP-RO),
Ivo Cassol foi o primeiro senador condenado pelo Supremo e o 11º parlamentar após a Constituição de 1988 - os outros 10 eram deputados, segundo dados do tribunal.
A Suprema Corte decidiu ainda que o parlamentar deverá pagar uma multa de R$ 201.817,05, a ser convertida aos cofres públicos da cidade de Rolim de Moura (RO), onde as fraudes foram cometidas segundo o entendimento do Supremo.
Com dois novos ministros na composição, o Supremo mudou a posição adotada no julgamento do processo do mensalão. No ano passado, os ministros decidiram por cinco votos a quatro que a perda do cargo seria automática após o trânsito em julgado do processo (quando não houver mais chances de recorrer). Ao reanalisar o tema no caso de Cassol, a Corte decidiu por seis a quatro que cabe ao Congresso decidir.
O parlamentar poderá recorrer em liberdade ao próprio Supremo, mas dificilmente a punição será alterada, uma vez que foi estabelecida por unanimidade. Os chamados embargos de declaração podem ser apresentados após a publicação da decisão do julgamento no "Diário de Justiça Eletrônico", o que não tem data para ocorrer.
Pelo entendimento do Supremo, Cassol poderá recorrer em liberdade até o julgamento do segundo recurso. Foi o que aconteceu no caso do deputado federal Natan Donadon, preso desde o fim de junho.
O senador Ivo Cassol (PP-RO), em sessão no plenário (Foto: Waldemir Barreto/Ag.Senado)O senador Ivo Cassol (PP-RO), em sessão no
plenário (Foto: Waldemir Barreto/Ag.Senado)
A Lei da Ficha Limpa não prevê inelegibilidade para crimes contra a Lei de Licitações, somente para crimes contra a administração pública. Se for interpretado que fraude a licitações, embora não tipificado no Código Penal como crime contra a administração pública, é causa de inelegibilidade, Cassol poderá ficar inelegível por oito anos depois do fim do mandato, que termina em 2019. Portanto, a inelegibilidade iria até 2027. Ele também ficará inelegível até 2027 se tiver o mandato cassado.
Condenação
Por unanimidade (dez votos a zero), Cassol e outros dois foram condenados por fraudar licitações e direcionar os processos a empresas de pessoas próximas entre 1998 e 2002, quando Cassol era prefeito de Rolim de Moura.
O tribunal também condenou outras duas pessoas: o ex-presidente da Comissão de Licitações de Rolim de Moura (RO) Salomão da Silveira e o ex-vice-presidente da comissão Erodi Antonio Matt. O Supremo absolveu os três, porém, do crime de formação de quadrilha.
A pena dos dois ex-integrantes da comissão foi a mesma do senador: 4 anos, 8 meses e 26 dias, mas a multa foi reduzida para R$ 134.544,70.
A punição definida pelo Supremo para Ivo Cassol foi a sugerida pelo revisor da ação, ministro Dias Toffoli. Ao todo, foram propostas quatro punições diferentes ao parlamentar: a relatora, ministra Cármen Lúcia, Celso de Mello, Joaquim Barbosa e Marco Aurélio Mello queriam cinco anos, seis meses e 20 dias - Mello inicialmente propôs 8 anos e 10 meses, mas depois reajustou. No entanto, o voto de Toffoli foi seguido por Teori Zavaski, Rosa Weber, Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski - os dois últimos tinham proposto quatro anos, cinco meses e nove dias e aderiram ao revisor.
O ministro Luiz Fux não votou porque atuou no processo quando era magistrado do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O crime de fraude em licitações tem pena entre dois e quatro anos de prisão e multa, no entanto, os ministros entenderam que 12 licitações foram fraudadas e aumentaram a pena.
Durante sustentação oral na quarta, o advogado Marcelo Leal, que defende o senador Ivo Cassol, afirmou que a acusação feita pelo Ministério Público contra seu cliente apresenta "mentiras deslavadas". Marcelo Leal também é advogado do ex-deputado Pedro Corrêa, condenado no processo do mensalão.
Não se está a cuidar de responsabilização de chefe do Poder Executivo por atos de prepostos. Os atos dos prepostos tinham finalidade de atender os anseios particulares de quem os nomeou"
Dias Toffoli, revisor do processo contra Cassol
Ao todo, nove pessoas foram acusadas pela Procuradoria Geral da República pelos crimes de fraude em licitações e formação de quadrilha, sendo seis empresários que teriam sido beneficiados. Dos dez ministros que votaram, cinco entenderam que, embora tenham sido beneficiados, não tiveram intenção de fraudar as licitações. Outros cinco decidiram que dos seis, quatro deveriam ser condenados. Houve empate, e o plenário decidiu pela absolvição de todos.
Revisor do processo, Toffoli afirmou em seu voto nesta quinta que houve direcionamento do processo licitatório a empresas de "amigos" de Cassol. "O fracionamento da licitação e a carta-convite tornam mais sólidos os argumentos da acusação e demonstram nitidamente a intenção de direcionamento do certame a amigos do administrador municipal."
Para o ministro, "não se pode afastar a responsabilidade" de Cassol porque ele escolheu as empresas que seriam beneficiadas pela comissão de licitações da prefeitura. "Não se está a cuidar de responsabilização de chefe do Poder Executivo por atos de prepostos. Os atos dos prepostos tinham finalidade de atender os anseios particulares de quem os nomeou."
As acusações
A denúncia foi enviada ao STJ pela Procuradoria Geral da República em 2004, quando Cassol era governador de Rondônia. Governadores só podem ser julgados no STJ. Quando ele virou senador, em 2011, o caso foi para o Supremo porque parlamentares só podem ser processados criminalmente na Suprema Corte.
De acordo com a Procuradoria, os nove réus "de 1998 a 2002, associaram-se de forma estável e permanente [...] com o propósito de burlar licitações feitas pela prefeitura".
A Procuradoria afirmou, nas alegações finais, que as empresas tinham relações entre si ou com Ivo Cassol. "Apesar de não terem maquinário necessário à execução das obras e serviços de engenharia, participaram e sagraram-se vencedoras nas licitações." O procurador também acusa as empresas e o senador de terem obtido vantagens indevidas.
O processo está sob a relatoria da ministra Cármen Lúcia desde 2011. No último dia 25 de junho, foi encaminhado ao revisor, Dias Toffoli. Em 28 de junho, ele liberou o processo para julgamento do plenário informando que, se a análise da ação penal não ocorresse até o próximo dia 17 de agosto, o senador não poderia mais ser punido.Fonte: G1

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

TRE cassa prefeito e vereadores eleitos em 2012

83 recursos já foram julgados pelo TRE-CE, em 2013.
Cassação de prefeita e vice de Tarrafas será julgada no dia 12 de agosto.

 

Dois prefeitos, dois vice-prefeitos, além de dois vereadores  eleitos em 2012, no Ceará, já tiveram os mandatos cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE) este ano. Todos recorreram da decisão junto ao Tribunal Superior Eleitoral  e ainda aguardam em seus cargos o julgamento do TSE. Em 2013, o TRE-CE já julgou 83 recursos, que envolvem cassação do diploma e registro de candidatura em relação às Eleições de 2012.
Os juízes do TRE-CE cassaram os diplomas de Raimundo Nonato Barroso Bonfim e Francisco Antônio Sidrão Morais, prefeito e vice-prefeito eleitos, respectivamente, no município de Tururu, nas Eleições 2012, em recurso contra expedição de diploma, por atos de improbidade administrativa, com desaprovação de contas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).
Também foram cassados  os diplomas de João Francismar Dias e Cláudio Júnior Nogueira, eleitos, respectivamente, aos cargos de prefeito e vice-Prefeito no município de Pereiro, nas Eleições de 2012, considerados inelegíveis por desaprovação de contas pelo TCM. Pelo mesmo motivo, foram cassados os diplomas dos vereadores Paulo Roberto Cavalcante Mota, eleito em 2012 no município de Itatira, e Ana Edna Leite Leitão, eleita no  município de Quixeramobim. ,Eles podem continuar exercendo mandato até que o TSE se manifeste sobre os recursos impetrados contra estas decisões.
Novo julgamento
Na sessão realizada nesta terça-feira (6), começou a ser julgado um recurso que poderá levar à cassação da prefeita e do vice-prefeito do município de Tarrafas, Lucineide Batista de Oliveira e Francisco Alves de Oliveira, respectivamente. O relator do processo, desembargador Abelardo Benevides, votou pela cassação dos dois, porque encontrou “provas robustas” de captação ilícita de sufrágio, durante o pleito de 2012. Fonte: G1

Guimarães diz que PT apoia governador Cid nas eleições 2014

Durante passagem pelo Cariri, no final de semana que passou, o líder do PT na Câmara, deputado José Guimarães, fez uma revelação bombástica e que tirou o sono do PMDB cearense. Segundo Guimarães, o PT ficará ao lado do candidato de Cid,em qualquer situação, nas eleições do ano que vem. A tradução é que a ordem do Planalto é clara: mesmo que o governador Eduardo Campos venha a disputar à Presidência da República, o PT não poderá abandonar o palanque de Cid no Ceará.
Saída para PT
Nesse cenário confessado por Guimarães, onde o PSB e o PT terão candidaturas próprias ao Planalto e ficam impedidos de se coligarem no Ceará, Cid e Guimarães terão que costurar uma aliança informal. O PT votaria no candidato de Cid que, em troca, apoiaria Guimarães ao Senado.
É muito cedo
Abordado ontem, 6, no cafezinho da Câmara dos Deputados, em Brasília, sobre sua confissão de que o PT estará em qualquer cenário eleitoral com Cid, Guimarães resolveu não entrar em confronto, ainda, com o PMDB. Disse que é cedo para se debater as eleições de 2014.
Agradar ao PT
José Guimarães também deu um conselho ao pré-candidato do PMDB ao Governo do Ceará, Eunício Oliveira. Sugeriu que ele trate bem o PT, se quiser um dia construir mesmo uma aliança no Estado. Para Guimarães, Eunício não vem mantendo uma boa relação com os petistas.
Força de Cid
Eunício queria definir sua candidatura ao Governo no mês de janeiro. Refletiu, e adiou suas pretensões para março/2014. O governador Cid tem certeza, e fala isso abertamente, que no momento oportuno conversará com Eunício e fará com que ele desista de sua candidatura.
Inacreditável
Na reunião dos líderes do Senado com a presidente Dilma, ocorrida ontem, 6, no Planalto, uma novidade surpreendeu os senadores cearenses. É na cidade de Brejo Santo onde há, proporcionalmente, mais jovens médicos formados fora do Brasil, que precisam revalidar seus diplomas.
Entrou no jogo
Sem alardes, mas por sua postura correta em defesa das bandeiras que a sociedade vem levantando na Presidência da Assembleia, o deputado Zezinho Albuquerque tem sido um nome que surgiu como uma opção a mais para o governador Cid contar em sua sucessão.
Mudou de atitude
O deputado André Figueredo parece ter sido convencido pelo discurso da presidente Dilma. Em nada lembra o radical de segunda-feira. Após a reunião dos líderes no Planalto, o pedetista desabafou mudando de opinião: “ É um novo ciclo que pode gerar resultados muito positivos para o país. Essa aproximação é fruto da queda da popularidade da presidente Dilma”.
Elogios ao Cid
Um assunto obrigatório ontem, 6, em todas as conversas en
tre políticos do Ceará, foi a coragem do governador Cid de ir sozinho ao acampamento dos que protestam em defesa do Parque do Cocó. Poucos governantes no Brasil têm essa postura de alma livre para enfrentar perguntas indelicadas, vaias e encarar tudo isso como o jogo da democracia.
Desculpe a ignorância, o deputado José Guimarães confessou antes da hora o jogo que o PT cearense fará nas eleições do ano que vem? Fonte: Ceara News

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Pesquisa Ibope diz que 85% querem reforma política

Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral encomendou levantamento.
Segundo pesquisa, 84% querem reforma política para eleições de 2014.

 

Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (6) em Brasília indica que 85% da população apoia a reforma política. O instituto ouviu 1,5 mil pessoas com mais de 16 anos em todo o país entre 27 e 30 de julho. A margem de erro é de três pontos, para mais ou para menos.
O levantamento foi encomendado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), integrado por  51 entidades, entre as quais Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).
O levantamento mostra que 7% são contrários à reforma, 4% são indiferentes e 4% não sabem ou não responderam. 
Dentre os que responderam, 92% querem a realização da reforma política a partir de um projeto de iniciativa popular e 84% defendem que uma nova legislação sobre o assunto passe a valer nas eleições de 2014.
De acordo com a pesquisa, 78% são contrários ao financiamento de campanha por empresas privadas. Segundo o Ibope, 80% acreditam que deveria haver limite máximo para uso de dinheiro público nas campanhas e 12% disseram que não. A ampla maioria (90%) quer punição mais rigorosa à prática do caixa dois.
O Ibope também questionou os entrevistados sobre a proposta do MCCE de que eleitores possam votar primeiro em partidos e propostas e depois, em candidatos – 56% disseram que apoiam a ideia, 36% disseram preferir manter o sistema atual, 2% se disseram indiferentes e 5% não souberam ou não responderam.
Pergunta sobre em qual proposta votariam, 56% das pessoas, na primeira menção, disseram “saúde”, seguida por “educação”, com 20% da preferência, 14% votariam no tema do “controle do dinheiro gasto pelo governo/corrupção”, 7% em “segurança pública”, 1% em "transporte público" e 1% não sabe ou não respondeu.
Projeto de lei
O MCCE coleta assinaturas para encaminhar projeto de lei próprio sobre a reforma política ao Congresso. O projeto prevê o fim do financiamento de campanhas eleitorais por empresas privadas, limite para doação de pessoa física para partidos, eleição para o Legislativo em dois turnos – no primeiro, apenas para escolher partidos e no segundo, para escolher candidatos – e “mais liberdade de expressão dos cidadãos em relação ao debate eleitoral”. O projeto precisa de 1,6 milhão de assinaturas até 28 de agosto.
Segundo o presidente da OAB, Marcus Vinicius Coêlho, a inovação no projeto de lei proposto pelo movimento está no limite máximo que pode ser doado e na criminalização do caixa dois.
“O TSE [Tribunal Superior Eleitoral] é quem vai fixar o valor máximo de campanha. Hoje, quem fixa é o partido. Nosso projeto também prevê oito anos de reclusão para quem praticar o caixa dois de campanha, a proibição da empresa que praticou o crimede  manter contratos com o governo federal e a cassação do mandato de quem estiver fazendo caixa dois”, disse Coêlho.
Para Coêlho, as propostas do grupo de trabalho formado na Câmara dos Deputados para propor a reforma política vão na "contramão" do que a população quer.
"Essas propostas do Congresso, no sentido de flexibilizar a lei da ficha limpa, vão na contramão do que a população brasileira exige. Nós temos que aplicar com rigor a ficha limpa e construir as eleições limpas. Combatendo o caixa dois, criando a criminalização do caixa dois e punindo severamente a compra de votos nesse país. Nesses pontos estão a origem dos principais fatos de corrupção. A corrupção eleitoral é o germe da corrupção administrativa", disse.
Questionado sobre a possibilidade do governo encampar a proposta do MCCE, Coêlho disse que não "rejeita apoio", mas projeto não poder ter "um dono".
"Não queremos que a proposta seja do governo ou da oposição, mas daqueles que querem melhorar a vida política do nosso país. Não podemos rejeitar apoio, mas não queremos que o projeto tenha dono ou sentido de governo ou de oposição", afirmou.
Manifestações
A pesquisa também indagou sobre as manifestações de rua pelo país – 84% se disseram favoráveis, 14%, contra, 1%, indiferentes e 1% não souberam ou não responderam.
Sobre os motivos dos protestos, 37% disseram que é por “revolta”, 32% por “sensação de abandono ou descaso”, 13% por “esperança”, 9% por “frustração”, 3% por “confiança”, 2% por “orgulho”, 2% disseram que os protestos ocorrem por outros motivos e 3% não sabiam ou não responderam. Fonte:G1

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Câmara contraria governo e avança PEC do Orçamento


Comissão especial da Câmara aprova PEC do Orçamento impositivo

Proposta terá de ser votada agora em primeiro turno no plenário da Casa.
A comissão especial criada pela Câmara dos Deputados para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que institui o Orçamento impositivo aprovou nesta terça-feira (6), em votação simbólica, o substitutivo elaborado pelo relator da matéria, deputado Édio Lopes (PMDB-RR).

Para virar lei, o projeto que pretende obrigar o Executivo a liberar os recursos de emendas parlamentares apresentadas ao Orçamento terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado em dois turnos. O governo é contra a proposta. O presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), quer colocar o projeto em votação nesta quarta (7).
Atualmente, cada parlamentar tem direito de indicar R$ 15 milhões em emendas parlamentares. Mas, pelo sistema atual, a peça orçamentária é "autorizativa" e não impositiva, podendo o governo cumprir ou não a previsão aprovada pelo Legislativo para gastos que não são obrigatórios, como os investimentos.
Em geral, as emendas parlamentares incluem no Orçamento despesas para obras de interesse local dos deputados e senadores, em estados e municípios onde possuem bases eleitorais. Em momentos de ajuste fiscal, no entanto, em que o governo faz economia para pagar juros da dívida pública (o chamado superavit primário), um dos alvos preferenciais de cortes são as emendas, que acabam retidas pelo Ministério do Planejamento.
Pela proposta aprovada nesta terça pelos integrantes da comissão especial, as emendas que os parlamentares fazem ao Orçamento da União passarão a ser obrigatórias se forem destinadas a áreas que o Executivo definir previamente como prioritárias.
Além disso, o conjunto de emendas individuais dos congressistas não poderá ultrapassar 1% da receita corrente líquida do ano anterior. Se a regra já estivesse valendo, cada congressista teria direito a indicar R$ 10,4 milhões à peça orçamentária com base na receita corrente de 2012.
Na tentativa de contornar as críticas do governo à PEC, o relator da matéria acatou uma emenda sugerida pelo deputado Esperidião Amin (PP-SC) que cria uma regra de contingenciamento das emendas parlamentares.
Segundo a proposta, o Executivo só poderá bloquear o pagamento das emendas caso tenha determinado previamente o contingenciamento de seu próprio orçamento no mesmo patamar. Ou seja, se o governo congelar 30% de seu orçamento, poderá suspender o pagamento de até 30% das emendas de deputados e senadores.
Sessão longa
A sessão que apreciou a proposta se estendeu por mais de cinco horas. Para viabilizar a aprovação da PEC na comissão, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), cancelou as votações do dia no plenário principal. Pelo regimento interno da Casa, as comissões não podem funcionar após o início da ordem do dia.
Alves pretende submeter o texto à análise dos deputados federais já nesta quarta (7). Para tanto, deve usar brechas do regimento interno que permitem a votação de projetos com maior celeridade.
Como se trata de uma alteração na Constituição, o projeto terá de obter pelo menos 308 votos favoráveis no plenário da Câmara para ser aprovado em primeiro turno. Para não correr riscos de ver a proposta arquivada, Henrique Alves só pretende abrir a votação no momento em que o quórum da sessão extraordinária estiver acima de 400 deputados.
Promessa de campanha
A votação do “orçamento impositivo” foi uma das principais promessas de campanha de Henrique Alves para a presidência da Câmara. Em julho, diante das dificuldades para aprovar a PEC, ele avalizou o adiamento da apreciação do texto para ganhar tempo para construir um consenso.
O constante contingenciamento das emendas parlamentares tem gerado tensões dentro da base governista. Deputados e senadores aliados ao Palácio do Planalto têm reclamado dos cortes feitos pelo governo nas previsões orçamentárias dos congressistas para suas bases eleitorais.
Nesta terça, convencido de que não havia mais como impedir a votação da PEC, o líder do PT, José Guimarães (CE), tentou negociar com lideranças da Casa que o pagamento obrigatório pelo governo fosse limitado a uma parcela de até R$ 5 milhões das emendas parlamentares de cada deputado e senador.
O restante da cota individual das emendas, defendeu Guimarães, ficaria vinculado a projetos que já estivessem em execução pelo Executivo. A proposta do deputado petista não foi aceita pelos líderes partidários.
Acordo com PT
Ao final da sessão, Henrique Alves exaltou o fato de quase todos os parlamentares do colegiado terem votado a favor do projeto. Somente o deputado Alessandro Molon (PT-RJ) foi contra a proposta costurada pelo presidente da Câmara.
“A importância não foi só da aprovação na comissão especial, foi da praticamente unanimidade, à exceção do deputado [Alessandro] Molon. O que consagra e já antecipa a grande vitória que esperamos amanhã [quarta] no plenário da Câmara”, comemorou.
Apesar da resistência do Palácio do Planalto à PEC, Alves conseguiu fechar um acordo político com a bancada do PT. Em troca dos votos petistas, o relator da matéria acolheu sugestão do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) para que sejam realizadas audiências públicas não-deliberativas para que a população possa acompanhar a destinação e a execução dos recursos oriundos de emendas parlamentares.
Berzoini afirmou que, diante da inclusão de sua proposta no projeto, a bancada do PT deverá votar a favor do projeto na sessão desta quarta.
“Fizemos um acordo político para votar a favor. O acordo pressupõe a realização de audiências públicas, com ampla divulgação, para que a população possa acompanhar a proposta dos deputados e a execução pelos prefeitos. No plenário, vamos honrar o acordo que fizemos, votando a favor”, prometeu o parlamentar do PT.
Responsável pela redação do texto final, Édio Lopes também celebrou ter fechado um acordo com a bancada petista.

“Creio que conseguimos o que a maioria achava impossível até pouco tempo atrás, que é construir com todos os deputados uma proposta que atende à grande maioria dos anseios desta Casa. Unanimidade seria absurdo imaginar. Tivemos na votação apenas um voto discordante na comissão”, ponderou o peemedebista.oi cancelada para viabilizar a aprovação do projeto. Fonte: G1

Dilma assume negociação com líderes aliados

A presidente decidiu entrar em campo para enquadrar os aliados e irá se reunir hoje com líderes de partidos de sua base de apoio, para acertar a pauta dos próximos dias no Congresso.
Com a perspectiva da votação de propostas indigestas para o governo nesta semana, quando deputados e senadores retornam das férias, a presidente Dilma Rousseff vai entrar em campo para enquadrar os aliados. Dilma vai se reunir hoje com líderes de partidos de sua base de apoio, no Palácio do Planalto, para acertar a pauta dos próximos dias. Descontentes com o governo, até mesmo aliados prometem aprovar o Orçamento impositivo e derrubar vetos presidenciais que aumentam os gastos públicos. “O que temos conversado é sobre como melhorar a relação do governo com a base aliada e vice-versa. O fato de a presidente Dilma indicar que vai fazer reuniões é um ótimo sinal, porque cria uma expectativa positiva”, disse o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Antes do encontro com Dilma, os aliados terão um encontro com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, alvo de críticas por causa de problemas enfrentados pelo governo na articulação política. “Foi o líder do PDT na Câmara, André Figueiredo, quem telefonou para mim informando sobre a reunião com a presidente Dilma, no fim da tarde. Eu acho ótimo”, afirmou o presidente do PDT, Carlos Lupi. Ele e o ministro do Trabalho, Manoel Dias, também foram convocados para um encontro com Ideli na terça-feira, 6.

A iniciativa de Dilma, porém, é criticada por aliados descontentes com a articulação política. “Não acho que seja papel da presidente nem de Aloizio Mercadante (ministro da Educação) fazer isso. Acho que é preciso dar poderes para a Secretaria de Relações Institucionais, para Ideli, o que não foi feito até agora”, disse o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI). Entre os temas que tiram o sono do Planalto está a votação do Orçamento impositivo, que o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pautou para quarta-feira, 7. A decisão de Alves deixou “perplexos” integrantes do governo.

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, chegou a dizer que a imposição do pagamento das emendas poderá ser questionada na Justiça. “Tenho dúvidas de que esse projeto será votado, até em razão da dinâmica que teremos nesta semana, que é de retorno das atividades”, argumentou o líder do PSD na Câmara, Eduardo Sciarra (PR). (das agências) Fonte: O povo

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Inácio Arruda se articula e se fortalece de olho na reeleição em 2014

Disposto a emplacar sua reeleição no Senado Federal, Inácio Arruda (PCdoB) articula para que o plenário da Câmara dos Deputados
aprove, no começo deste segundo semestre, a redução da carga semanal de trabalho de 44 para 40 horas. Com a aprovação da proposta, de autoria dele, o comunista se fortalece ainda mais junto ao seu eleitorado.
“Para mim já é uma vitória ter este projeto aprovado por unanimidade nas Comissões pelas quais passou. Agora, está faltando apenas a aprovação por parte do Plenário da Câmara, da qual eu tenho a convicção de que aprovará, pois essa é uma medida que atinge todo o setor industrial e comercial do nosso país”, pontua. Fonte: Ceará News

domingo, 4 de agosto de 2013

Aliança PT PMDB já enfrenta dificuldades em 15 estados

O maior partido da base de apoio ao governo da presidenta Dilma Roussef continua sem saber se repete dobradinha com a petista em 2014. O problema é ainda maior quando se analisa a situação por estado. Atualmente, os dois partidos enfrentam difiduldades para formalizar a aliança em pelo menos 15 unidades da Federação.
De acordo com O Globo,  cresce a ala do partido que considera a hipótese de nem fechar coligação formal com o PT. Até o início deste ano, o único temor era que em alguns estados grupos peemedebistas não fizessem campanha para a chapa nacional.
Os estados com mais delegados com votos na convenção nacional da legenda, e que por isso vão decidir o jogo, são o Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará e Paraná. Nos quatro, há problemas com os petistas.
No Rio, o PMDB ainda quer que o PT ingresse na chapa do vice-governador Luiz Fernando Pezão e culpa o senador Lindbergh Farias por parte da radicalização dos protestos recentes.
Em Minas Gerais, a bancada estadual do PMDB está bem próxima de formalizar uma aliança em torno da candidatura do ministro Fernando Pimentel (PT) ao governo, mas na bancada de deputados federais há resistências.
No Ceará, o senador peemedebista Eunício Oliveira vem dizendo a interlocutores que só apoiará a reeleição de Dilma, caso o PT ou o PSB o apoiem ao governo. E no Paraná, a única certeza é que o PMDB não ficará com a ministra Gleisi Hoffmann (PT), e parte do partido pode apoiar a candidatura do governador tucano Beto Richa. Fonte: Ce/News

Governo do Estado irá suspender os gastos com pessoal e custeio

O Governo do Estado do Ceará irá suspender os gastos com pessoal e custeio para balancear as finanças e manter os investimentos previstos até o fim da gestão do governador Cid Gomes (PSB). De acordo com o governo, os ajustes realizados pela gestão, serão detalhados na próxima sexta-feira (9), durante uma reunião do Conselho de Gestão por Resultados e Gestão Fiscal (Cogerf).
“Essas reuniões são um momento de tomar consciência, de reflexão, e, a partir daí, de aperfeiçoamento”, declarou o secretário estadual de Planejamento e Gestão, Eduardo Diogo.
O secretário Eduardo Diogo não informou quais as secretarias que irão passar pelos cortes, mas destacou o aumento total dos investimentos realizados pelo governo.
“De 2007 a 2012, o governo consolidou R$ 12 bilhões em investimentos. Significa que o Estado ampliou a prestação de serviços ao cidadão. Isso obviamente gera um aumento na folha de pessoal e de custeio da máquina”, informou o secretário.
Eduardo Diogo ressaltou que durante o período de 2007 a 2012, a folha de pessoal cresceu para 104,4%, e a de custeio 132,2%.
Segundo o secretário, o governo não está estipulando uma meta especifica para ser alcançada ao final do processo de ajustes.
“Não há meta em milhões. O que há é meta contínua para uma melhor eficiência na gestão pública”, informou Eduardo Diogo.
O Congerf irá se reunir, nesta segunda-feira (5), para debater os aperfeiçoamentos que serão realizados nos próximos meses. De acordo com o secretário, o encontro da próxima sexta-feira (9), será para apresentar ao governador as medidas que poderão ser tomadas em cada secretaria. Fonte: Ceara Agora

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Ciro Gomes é candidato a Presidência da República, caso Campos desista

O ex-ministro Ciro Gomes é o segundo nome do PSB para sucessão presencial 2014.  O partido já afirmou que terá candidatura própria e fará oposição a reeleição da presidente Dilma Rousseff.
O candidato a corrida presidencial é o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Ciro aparece no cenário nacional como segunda opção a presidência.
Na contramão, Cid continuará defendendo no Ceará o nome de Dilma. Só resta saber até quando, pois se Ciro sair candidato a presidência, o governador terá que escolher lado.
Se Campos for candidato e for leito, Ciro ocupará o lugar do ministro da Fazenda Guido Mantega. Fonte: Ceará News

Deputados reclamam da falta de ações contra a seca

Como anunciado previamente por alguns parlamentares, a seca que assola o Estado do Ceará voltou a pautar os pronunciamentos na Assembleia Legislativa, ontem, na primeira sessão plenária após o recesso de julho. O deputado Roberto Mesquita (PV) afirmou que Cid Gomes (PSB) é o pior governador que o Ceará já teve em sua história quando o assunto é estiagem. Já Neto Nunes (PMDB) cobrou celeridade nos investimentos em prol do perímetro irrigado de Icó-Lima Campos.

Apesar de reconhecer os investimentos e as conquistas do governador em áreas como a Educação e da saúde, citando como exemplo a construção das escolas profissionalizantes e os equipamentos hospitalares, Mesquita avaliou que Cid Gomes pouco tem feito em prol dos cearenses que estão sofrendo com os efeitos da seca, considerada, por alguns especialistas, a pior dos últimos 50 anos. "Em relação à estiagem no Estado, o Cid é, sem dúvida, o pior governador que o Estado já teve", disparou.

O parlamentar também estendeu as críticas ao secretário do Desenvolvimento Agrário, o deputado estadual licenciado Nelson Martins (PT). "Como deputado ele é ótimo, agora como secretário não se pode ter pessoa pior", disparou Mesquita, que logo recebeu apoio do deputado Welington Landim (PSB). Roberto Mesquita cobrou mais ações do governador, alertando que, a partir deste mês de agosto, os efeitos da estiagem vão se agravar ainda mais.

Canal

O secretário Nelson Martins já foi criticado outras vezes, na Assembleia, em razão da ação de sua pasta no atendimento às vítimas da seca. O deputado João Jaime (PSDB), ainda no primeiro semestre deste ano chegou a reclamar do secretário.

Neto Nunes, por sua vez, cobrou celeridade na construção de um canal de gravidade no perímetro irrigado de Icó-Lima Campos. Segundo ele, há 38 anos, espera-se a construção do equipamento, pois o canal que foi construído só alcança 30% do perímetro "O projeto já foi elaborado e o que falta é a licença para a execução da obra. Existe uma grande expectativa em torno deste perímetro", disse.

O peemedebista lembrou que verba para a conclusão do canal já foi conseguida junto ao Ministério da Integração Nacional. Em seu discurso, o parlamentar ainda convidou a todos a participarem de audiência pública para debater os investimentos no perímetro. O evento será realizado hoje (2), em Icó, e será promovido pela comissão de Desenvolvimento Regional, Recursos Hídricos, Minas e Peca da Assembleia, da qual Neto Nunes é presidente.

Presidente da comissão Especial da Seca, João Jaime (PSDB) também teve discurso relacionado à seca ontem, na Assembleia. O tucano alertou para o aumento do trabalho infantil durante a estiagem, citando o Município de Acaraú. "As crianças estão deixando de estudar, de ir para aula, para ajudar as mães e os pais a carregarem água", denunciou. Ele também cobrou prioridade total e urgente do governador em relação à seca, pois, seguDiario do Nordeste
ndo disse, muitas regiões do interior estão entrando em colapso.Fonte:

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Prefeito poderá ser afastado a qualquer momento




No pedido de abertura do processo entregue aos vereadores, o promotor faz um relato do que já foi apurado
O promotor de Justiça Igor Pereira Pinheiro, encaminhou ao presidente da Câmara Municipal do Município de Quixeramobim, Clébio Pavoni, uma "Representação por infração político-administrativa e quebra de decoro parlamentar" contra o prefeito Cirilo Pimenta (Cirilo Antônio Pimenta Lima), com o objetivo de que ele tenha o mandato cassado pelos vereadores.

O prefeito de Quixeramobim, Cirilo Pimenta, é acusado de praticar crimes contra a gestão pública, como peculato e sonegação de documento
Cirilo foi afastado do cargo em abril passado, por decisão judicial, no momento em que foi feita uma busca e apreensão de documentos e pessoas ligadas à administração municipal. Recentemente ele conseguiu uma ordem do Tribunal de Justiça do Ceará e voltou ao cargo.

Além do prefeito Cirilo, o promotor representou também contra o vice-prefeito de Quixeramobim, Tarso Pinheiro Borges e os secretários Francisco Ildebrando Rocha Ferreira, do Esporte Juventude e Integração de Quixeramobim, Claudiane Maria Pinheiro Borges, Secretária de Ação Social, e contra Ana Edna Leite Leitão.

O presidente da Câmara Municipal de Quixeramobim ainda está dentro do prazo para se manifestar sobre a representação do promotor contra o prefeito. O promotor fundamentou o seu ato em dispositivos da Constituição Federal, da Lei Orgânica do Município e do Regimento Interno da Câmara. Ontem, o vereador presidente do Legislativo daquele Município não falou sobre a questão.

Relato

O promotor Igor Pinheiro, na representação feita ao presidente da Câmara, com cópia para cada um dos demais vereadores de Quixeramobim, faz um relato dos acontecimentos que redundaram no afastamento do prefeito, do vice e de vários secretários municipais que, segundo afirma, "compõem um imoral e inescrupuloso grupo político-administrativo especializado em vilipendiar os cofres públicos municipais, através de práticas já julgadas em definitivo pelo TCM".

E prossegue: "A comprovação de tal fato (formação de grupo político desonesto e ´surrupiador´ dos cofres de Quixeramobim) é uma decorrência hermenêutica direta da circunstância de que os citados agentes políticos, que foram condenados em definitivo pelo TCM/CE, ao longo dos últimos dez anos (incluindo a atual gestão municipal), vinham ocupando reiteradamente cargos públicos de elevado destaque no cenário municipal (secretários municipais ou presidentes de autarquias municipais), todos de confiança da chefia do Poder Executivo, e cometendo em série os mesmos delitos a cada exercício financeiro", enfatiza.

Pelo que escreveu o promotor, pedindo a abertura do devido processo para a cassação do mandato do prefeito, até agora, pelo exame do material apreendido da Prefeitura de Quixeramobim, em abril passado, já foram constatados "montagem/fraude de certames licitatórios na ordem de R$ 5. 848.335,67".

No entendimento do promotor, vários são os crimes cometidos contra a Administração Pública, Improbidade Administrativa e a Lei das Licitações, citando Peculato, Extravio ou Sonegação de Documento Público, Emprego Irregular de Verbas Públicas e Ordenação de Despesa não autorizada por lei. O prefeito Cirilo Pimenta, ontem, não atendeu as ligações telefônicas feitas para o celular apontado como dele, nem o do gabinete da Prefeitura, para falar sobre o caso. Fonte: D nordeste

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Juízes do CE aceleram julgamento das ações contra gestores

Para atender o que foi determinado pelo CNJ, no Judiciário do Estado foi criado um grupo de juízes de apoio às varas
Instituído no último dia 16 de julho, pelo presidente do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), desembargador Luiz Gerardo de Pontes Brígido, o Grupo de Auxílio formado por oito juízes para agilizar o cumprimento da "Meta 18", do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), quer "movimentar", na busca de julgamento, até o fim deste ano, todas as cerca de 1.560 ações penais relacionadas a crimes contra a administração pública e de improbidade administrativa ajuizadas até 31 de dezembro de 2011 que estão pendentes no Ceará. A equipe já iniciou os trabalhos nas varas da Fazenda Pública, Criminais e Juizados Especiais do Estado.

Desembargador Brígido, presidente do Tribunal de Justiça, criou o Grupo de juízes para atender recomendação do Conselho Nacional de Justiça FOTO: KIKO SILVA

A "Meta 18" foi instituída pelo CNJ, em novembro do ano passado, para fazer com que todos os processos ligados à Improbidade Administrativa distribuídos até 31 de dezembro de 2011 sejam julgados até o fim deste ano.

Apesar disso, a titular da 9ª Vara da Fazenda Pública, Joriza Magalhães, que é membro do Grupo do TJCE, diz ser praticamente impossível conseguir julgar todas as ações no Ceará até essa data. "Muita coisa não depende só da Justiça. Às vezes, é preciso de provas periciais. Algumas ações têm até 15 réus, cada um com direito a ampla defesa. Por isso, nosso objetivo é pelo menos movimentar todas essas ações. Se conseguir julgar, melhor", alega.

A "Meta 18" também é para ser observado pela Justiça Federal, onde, também, muitas ações estão em curso, sobretudo as relacionadas com desvios de recursos federais destinados a prefeituras e outros órgãos públicos.

No espaço da Justiça Comum, no Ceará, para conseguir movimentar todos processos existentes na Capital e no Interior, a juiza Joriza explica que o Grupo de magistrados foi dividido em duas equipes de quatro juízes: uma para atuar na Capital e outra, no Interior. Designada para trabalhar em Fortaleza, ela explica que a equipe escolheu as segundas-feiras para atuar em uma vara específica da Capital cearense. Já a outra equipe, afirma, optou por fazer as visitas às comarcas do Interior durante uma semana de cada mês. "De hoje (29 de julho quando ela nos concedeu a entrevista) até 2 de setembro, por exemplo, eles estão visitando as varas das cidades de Guaraciaba do Norte, Tianguá, São Benedito, Ubajara e Viçosa", conta.

Prioridade
A magistrada esclarece que o trabalho do Grupo nessas varas é identificar, monitorar e julgar os processos, realizando, sem prejuízo das funções originais, atos necessários ao julgamento dessas ações, como audiências, despachos e sentenças. Ela faz questão de ressaltar, contudo, que a "Meta 18" não será cumprida apenas pelos oito juízes do Grupo. "Cada juiz das varas que visitamos também tem que dar prioridade ao comprimento da Meta", diz. Ela lembra que, no caso das varas da Fazenda Pública de Fortaleza, o trabalho tem sido mais fácil, pois os processos já são virtualizados.

Relação

Joriza Magalhães explica que o Grupo está trabalhando baseado em uma relação retirada do sistema processual, em que constam todas as ações penais relacionadas a crimes contra a administração pública e de improbidade administrativa. No Ceará, ela afirma que constam, na lista, 1.560 processos desses tipos pendentes, alguns ainda do ano 2000. A juíza lembra, no entanto, que esse número pode ser maior ou menor. "Às vezes, o sistema está desatualizado. Tem ação que está cadastrada como ordinária, mas é de improbidade e vice-versa", justifica .

"Nosso trabalho é justamente esse: identificar essas ações e despachar ou monitorar à distância, como um suporte a mais", explica a titular da 9ª Vara da Fazenda Pública de Fortaleza. A "Meta 18" foi estabelecida no VI Encontro Nacional do Poder Judiciário, promovido pelo CNJ, em novembro do ano passado, em Aracaju (SE). O objetivo da proposta é julgar, até o fim de 2013, os processos contra a administração pública e de improbidade administrativa distribuídos, até 31 de dezembro de 2011, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), à Justiça Federal e à Justiça Comum, nos estados.

Equipe

Além de Joriza Magalhães, a equipe de Fortaleza do Grupo de Auxílio do TJCE é composta pelos juízes Roberto Diniz, da 19ª Vara de Família; Daniela da Rocha, juíza auxiliar; e Ana Cleyde de Sousa, da 14ª Vara da Fazenda Pública. Já a equipe do Interior é formada pelos magistrados Luciano Freire, da 3ª Vara de Tauá; Henrique de Vasconcelos, titular da 2ª Vara Cível de Sobral; e por Daniel Carneiro e Edison de Melo, juízes auxiliares da 6ª Zona Judiciária. Todos os magistrados de primeiro grau estão sendo supervisionados pelo desembargador Inácio de Alencar Cortez, gestor da "Meta 18".

Fonte: Diario do Nordeste    

terça-feira, 30 de julho de 2013

MAURO FILHO CONFIRMA CORRIDA AO PALÁCIO DA ABOLIÇÃO EM 2014

Em nenhum estado brasileiro, o cenário político nacional influencia tanto como no Ceará. Finalmente um nome pelo PSB, à sucessão de Cid, foi concretizado. O secretário estadual da fazenda, Mauro Filho, confirmou nesse final de semana em visita ao interior do Ceará, que disputará o governo do Estado. Em setembro ele sai como candidato do PSB. A briga está montada. Mauro Filho é filho do deputado federal Mauro Benevides, um dos caciques do PMDB e padrinho político de Eunício Oliveira, que também confirmou candidatura ao Abolição.
Nos bastidores já era comentado que Mauro Filho seria a primeira opção da aliança PSB-PMDB. Os outros nomes são o do secretário nacional dos Portos, Leônidas Cristino e o do vice-governador Domingos Filho, que ameaça deixar o PMDB e filiar-se ao PSD.

Fonte: Ceará News 7 (Tem Mais!)

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Criação de municípios esbarra em dificuldades


Distritos cearenses

Deputados querem emancipar 30 distritos, mas economistas apontam a falta de condições financeiras
Pauta adotada pelos deputados estaduais há alguns anos, a polêmica sobre a criação de novos municípios ainda parece longe de chegar ao fim. Enquanto economistas alertam para o arrocho nas contas das prefeituras e inviabilidade financeira para a emancipação de distritos, parlamentares cearenses insistem em defender que é possível, através de plebiscito, transformar em municípios aproximadamente 30 distritos do Ceará.

Deputado Dedé Teixeira afirma que é "falácia" o discurso de que não há condições financeiras para a criação de novos municípios no Ceará Foto: José LEOMAR

O deputado Dedé Teixeira (PT) afirma ser "extremamente favorável à descentralização política e administrativa", portanto, reforça o coro dos defensores da ampliação dos municípios no Estado. O petista rechaça a tese de que a ampliação dos municípios ampliará a dependência dessas cidades em relação ao Governo Federal. "Isso é uma falácia de quem é contra a descentralização. O bolo tributário de cada região vai receber dependendo do nacional. Quando mais hospitais, melhor, é a atenção ao serviço de saúde".

Na avaliação de Dedé Teixeira, a emancipação dos distritos vai aproximar a população da prefeitura e facilitar a cobrança de prestação de serviços públicos. "Hoje há centralização no Governo Federal. Quanto mais fortalecer os municípios, melhor. O Estado e o Governo Federal são abstratos demais para a população. Quanto mais o poder de decisão estiver próximo, mais será fácil questionar a aplicação dos recursos públicos", defende.

No início deste mês, a Procuradoria Geral da República encaminhou Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) ao Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a lei complementar 84/2009, aprovada na Assembleia Legislativa do Ceará, que disciplina os estudos de viabilidade municipal.

O imbróglio não é recente. Desde 2009, deputados estaduais reivindicavam que, após a aprovação da lei complementar estadual, os distritos possam ser emancipados através de plebiscito nas localidades que seriam afetadas. Porém, acórdão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) rejeitou a realização de plebiscito para a criação de 30 municípios no Estado, alegando que ainda não havia sido aprovada uma lei complementar federal regulamentando o tema. A decisão foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral, que negou o recurso da Assembleia.

Em junho deste ano, a Câmara Federal finalmente aprovou o projeto de lei 416/08, que regulamenta a criação de municípios. Apesar da decisão ter sido comemorada na Assembleia Legislativa, a votação obriga a Casa a apresentar um novo projeto de lei para se adequar às exigências da legislação federal. A pressão agora é para que o Senado aprove o projeto que passou na Câmara dos Deputados.

Uma das poucas vozes contrárias à criação de municípios na Assembleia Legislativa, o deputado Heitor Férrer (PDT) aponta a emancipação de distritos como uma "distribuição de pobreza", porque ocasionaria a redução do repasse de ICMS, tributo estadual, e Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que são transferências federais, às prefeituras desmembradas.

Conveniências
Na avaliação do pedetista, o apoio dos deputados à criação de municípios é ocasionado principalmente por conveniências políticas. "Há um interesse de lideranças, tanto municipais como estaduais, em ter mais controle de novas prefeituras. São mais colégios para expandir", alfineta. Ele acrescenta que a opção para atenuar a precariedade de serviços nos distritos seria se o prefeito atendesse às demandas dos distritos de forma isonômica. "Hoje, existe a centralização na sede em detrimento de distritos que precisam de atenção do gestor, e aí cria o sentimento de liberdade", diz.

Por sua vez, o 1º secretário da Assembleia Legislativa, deputado Sérgio Aguiar (PSB), diz acreditar que a criação de novos municípios levanta a necessidade de uma reforma tributária, "tendo em vista que há uma concentração muito grande de recursos nas mãos do Governo Federal", segundo justifica.

Aguiar também declara que a Adin encaminhada pelo Ministério Público Federal não traz mudança significativa porque, com a aprovação da lei federal, a Assembleia Legislativa já havia sido obrigada a adequar a legislação estadual às regras aprovadas em junho. Ele avalia que, com as adaptações, a lista de 30 distritos que aguardam por emancipação no Ceará deve ser reduzida em até 30%, caindo para aproximadamente 20.

Já o deputado Tin Gomes (PHS) afirma que não quer adiantar nenhuma opinião antes que sejam concluídas todas as pendências judiciais, referindo-se à Adin contra a lei complementar de 2009. "Não adianta avançar (na discussão) e criar mais expectativas do que já foram criadas", resume. Ele explica que a Assembleia vai avaliar individualmente a situação de cada distrito, atentando se respondem aos critérios exigidos.

O coordenador do grupo que trata da criação de novos municípios na Assembleia Legislativa, deputado Neto Nunes (PMDB), afirma que o tema é quase "unânime" entre os deputados, acrescentando que, somente após o Senado aprovar o texto votado na Câmara Federal, a Casa retomará as discussões para rever a lista de distritos com viabilidade de emancipação. Ao contrário do que opinou Sérgio Aguiar, ele diz acreditar que é possível manter a lista de criação de 30 municípios no Ceará, mesmo com as mudanças da lei federal.

Dependência

Reconhecendo a dependência dos municípios em relação ao Governo Federal, Neto Nunes ressalta que "emancipar é distribuir renda". O parlamentar diz que tem pressa na tramitação do desenrolar do processo e defende que o ideal é realizar os plebiscitos juntamente com as eleições do próximo ano para evitar gastos com a consulta.

Apesar do discurso político em defesa da criação de novos municípios, o economista Andrei Simonassi, professor da Universidade Federal do Ceará, é enfático ao dizer que não há viabilidade financeira para a emancipação dos distritos. "É fato que os municípios vivem de transferências. Quem defende a criação de municípios fala dos benefícios da comunidade, evolução, mas financeiramente as localidades não teriam condições sequer de manter as câmaras dos vereadores", avalia.

Andrei Simonassi diz que, desde os anos 1990, antes mesmo na aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal, os economistas já alertam para a falta de condições de emancipação. "Se avaliar friamente, sem viés político, a conta não fecha", pontua. Para o especialista, uma alternativa para aliviar a situação dessas comunidades seria o voto distrital para vereadores, de modo que as demandas dos distritos fossem representadas nas câmaras municipais.

Já o economista Carlos Eduardo Marino, pesquisador do Laboratório de Estudos da Pobreza da UFC, reconhece que a emancipação dos distritos aproxima a população dos serviços públicos, mas adverte que essa conta é dividida com os demais municípios desmembrados. Marino lembra que 80% da receita dos municípios depende de transferências da União e dos estados. Para ele, o ideal é que seja estudado "caso a caso".

Fonte: Diario do Nordeste



quinta-feira, 25 de julho de 2013

Aprovação do governo Dilma cai de 55% para 31%, aponta Ibope

Percentual é de eleitores que consideraram governo 'bom' ou 'ótimo'.
Pesquisa foi encomendada pela CNI e divulgada nesta quinta-feira (25).

 

 

A aprovação do governo da presidente Dilma Rousseff caiu 24 pontos percentuais e atingiu  31%, aponta pesquisa Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada nesta quinta-feira (25). A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O Ibope ouviu 2.002 eleitores com mais de 16 anos em 434 municípios em 26 unidades da federação, com exceção do Amapá, entre os últimos dias 9 e 12 deste mês. O índice de eleitores que consideraram o governo "bom ou ótimo" foi de 31%, contra 37% que consideraram o governo como "regular" e 31% que avaliaram como "ruim ou péssimo".
No levantamento anterior, divulgado em 19 de junho, o percentual de eleitores que aprovaram a gestão foi de 55%. Na ocasião, a avaliação positiva caiu oito pontos após atingir o recorde de 63%.
A avaliação pessoal de Dilma passou de 71% na pesquisa de junho para 45% no levantamento atual. O índice de quem desaprova foi de 25% para 49% no levantamento atual.
O percentual de entrevistados que diz “confiar”  na presidente também caiu - passou de 67% em junho para 45% em julho. O percentual que não confia na presidente subiu de 28% para 50%.
O levantamento foi realizado após as manifestações de rua em todo o país que pediram melhores condições de vida e o fim da corrupção no mês de junho. Na pesquisa anterior, feita entre os dias 8 e 11 de junho, os protestos já tinham começado, mas eles se espalharam para todo o país na segundo quinzena do mês.
Lula x Dilma
A queda de popularidade também se reflete na comparação entre o governo Dilma e o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pela primeira vez desde o início da atual gestão, o percentual que considera que o governo Dilma está sendo pior que o governo Lula é o mais alto dentre as opções apresentadas- 46% contra 25% na pesquisa de junho.
O percentual que considera os dois governos iguais caiu de 57% em junho para 42% em julho, enquanto 10% avaliam a atual gestão como melhor que a anterior.
Dados da pesquisa CNI/Ibope mostram que Dilma teve a pior avaliação positiva desde dezembro de 2005, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva obteve 29% de "bom ou ótimo" logo após as denúncias de corrupção em seu governo que ficaram conhecidas como mensalão.
No último mês de seu governo, dezembro de 2010, Lula registrou 80% de avaliação positiva no governo. O melhor índice de Dilma foi 63%¨em março de 2013.
Área de atuação
De acordo com o levantamento, a área com pior desempenho na visão da população é a saúde. Essa opção foi assinalada por 71% dos entrevistados como o setor com pior desempenho.
A área da segurança pública foi citada por 40% da população, seguida pela educação (37), o combate às drogas (24%), o combate à corrupção (21%), os salários (15%), os impostos (14%), o custo de vida (12%), a geração de empregos (10%), o transporte (9%), a fome (6%) e a habitação (5%).
Conforme a pesquisa, para a população, as áreas em que o governo tem apresentado melhor desempenho são: habitação (citada por 28% dos entrevistados), combate à fome (23%), capacitação profissional (22%), energia elétrica (21%), cultura e lazer (21%), geração de empregos (18) e agricultura (16%).
Noticiário
Pela primeira vez desde o início da gestão de Dilma, a maioria da população diz considerar o noticiário recente sobre o governo desfavorável- 55%. Outros 24% não consideram nem favorável nem desfavorável. Apenas 9% avaliam que o noticiário é positivo para o governo.
As notícias sobre as manifestações foram a citadas por 63% dos entrevistados. Em seguida, foram mencionadas reportagens sobre ações do governo federal (12%) e sobre ações dos governos estaduais e municipais (9%).  Notícias sobre a reforma política foram lembradas por 8%, e reportagens sobre a popularidade da presidente Dilma Rousseff foram mencionados por 6% dos entrevistados.
Avaliação do governo Dilma por estado
O estado onde o governo Dilma é melhor avaliado é o Ceará, onde 54% avaliam como "ótimo ou bom". A pior avaliação ocorreu no Rio de Janeiro, onde 19% consideram o governo da presidente como positivo. Veja abaixo o percentual de "ótimo ou bom" por estado:
Rio de Janeiro - 19%
Espírito Santo - 21%
Santa Catarina - 21%
São Paulo - 23%
Goiás - 26%
Paraná - 29%
Rio Grande do Sul - 29%
Minas Gerais - 33%
Bahia - 41%
Pernambuco - 41%
Ceará - 54%
Aprovação pessoal de Dilma por estado
A maneira de governar da presidente Dilma Rousseff tem maior percentual de aprovação também no Ceará, com 70% de aprovação. O pior resultado é registrado em São Paulo, com 33% de aprovação. Veja abaixo o percentual de aprovação pessoal por estado:
São Paulo - 33%
Espírito Santo - 34%
Santa Catarina - 35%
Rio de Janeiro - 38%
Goiás - 39%
Paraná - 39%
Minas Gerais - 45%
Rio Grande do Sul - 46%
Bahia - 54%
Pernambuco - 58%
Ceará - 70%
Confiança em Dilma por estado
A confiança no trabalho da presidente também teve melhor desempenho no Ceará e pior desempenho em São Paulo. Veja abaixo o percentual dos que confiam em Dilma por estado:
São Paulo - 33%
Santa Catarina - 34%
Paraná - 35%
Espírito Santo - 37%
Goiás - 37%
Rio de Janeiro - 38%
Minas Gerais - 43%
Rio Grande do Sul - 51%
Bahia - 52%
Pernambuco - 57%
Ceará - 89%

Fonte: G1

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Lula pede "esforço monstruoso" contra volta da inflação

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu ontem que se faça um “esforço monstruoso” da sociedade e do governo para impedir qualquer sinal de volta da inflação. Em palestra em Brasília, Lula disse que a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, estão atentos à questão.

“Eu acho que a inflação é um mal a ser extirpado da política econômica brasileira. Tenho certeza de que a presidente Dilma pensa isso”, afirmou Lula, após participar do Festival Latinidades, em Brasília. “Só tem um setor que perde com a inflação: é quem vive de salário neste País”, complementou.

Questionado sobre a relação entre Dilma e o PT, Lula disse que é uma relação “maravilhosa”. Ressaltou que, quando ele era presidente, também deixou de ir a algumas reuniões do Diretório Nacional. “O PT apoia em 150% a presidente Dilma, se bobear 200%”, disse o ex-presidente, enfatizando que “não há hipótese de divergência que não seja superada”. Para ele, Dilma está “no caminho certo”, apesar de tentativa de alguns setores da sociedade em “desqualificá-la”.

Durante a palestra, Lula declarou que não precisa ser governo “para fazer coisas pelo País”. “Vou continuar incomodando”, avisou. Ele voltou a dizer que o câncer na laringe está superado e que os boatos sobre o retorno da doença não passam de “maldade de alguns”. O ex-presidente participou do “Festival Latinidades - Festival da Mulher Afro Latino Americana e Caribenha”. (das agências)

Fonte: O Povo onlie

Dilma está 'cercada de gente de quinta categoria', diz Ciro Gomes

Ciro acredita que Dilma fez 'lambança' em resposta a manifestantes.
Ex-ministro defende reforma ministerial.

O ex-ministro Ciro Gomes afirmou nesta terça-feira (23), que a equipe da presidente Dilma Rousseff é de “quinta categoria” e defendeu uma ''ampla reforma ministerial'' como resposta para as manifestações que ocorrem  no país. Para Ciro Gomes, 39 ministérios ''só atrapalham”.  “A Dilma tinha que extinguir uns 15”, ressaltou.
“[Dilma] é muito inexperiente e cercada de gente de quinta categoria pilotando uma aliança que é sentada na putaria. Desculpe a palavra'', disse o ex-ministro em entrevista ao programa do radialista Paulo Oliveira, da Rádio Verdes Mares na manhã desta quarta-feira (23). Segundo o ex-ministro, as propostas de reforma política e assembleia constituinte apresentadas pela presidente como forma de resposta aos manifestantes foram uma “lambança”.
Ele disse acreditar que a população que está se manifestando nas ruas não é contra a Copa do Mundo de 2014. Mas percebeu distorções políticas. “A população percebeu que quando é pra fazer a Copa do Mundo apareceu dinheiro, a burocracia foi ultrapassada, os prazos foram cumpridos, etc, etc, etc. Porque que não fazem a mesma coisa para cumprir a nossa agenda?”, disse.
Disputa à Presidência
Apesar das críticas, Ciro Gomes afirmou ainda que não deve mais disputar a presidência da república. “Acho que não é muito provável. A minha vez era quando terminou o governo do Lula [2010] e a Dilma era uma desconhecida. Lamentavelmente, meu partido [PSB] não teve coragem. Trocaram a minha cabeça por um monte de benefícios para Pernambuco. Tudo bem, faz parte da vida”, disse.
Protesto contra viaduto em Fortaleza
Ciro Gomes chamou de ''meia duzia de burguesotes à toa''  e de ''maconheiros'' o grupo de ambientalistas que protesta contra a derrubada de árvores no Parque do Cocó para a construção de dois viadutos. Ele admite que há alternativas, inclusive a construção de túneis, porém, este tipo de construção seria inviável neste caso específico porque seria necessário fazer a impermeabilização da área.
A obra foi embargada pela Justiça na semana passada e um grupo de ambientalistas permanece acampado na parte desmatada do parque, principal área verde de Fortaleza, em protesto contra a intervenção.

 

terça-feira, 23 de julho de 2013

Governo anuncia novo corte no orçamento de 2013

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta segunda-feira (22) um corte extra de R$ 10 bilhões em gastos no orçamento de 2013. Assim o bloqueio total chega R$ 38 bilhões, visto que em maio já havia sido anunciado o corte de R$ 28 bilhões. Ainda assim o bloqueio está abaixo dos R$ 50 bilhões de 2011 e dos R$ 55 bilhões do ano passado.
Do segundo corte (R$ 10 bilhões), R$ 5,6 bilhões são em despesas obrigatórias. O ajuste restante, de R$ 4,4 bilhões, acontecerá nas diárias e passagens aéreas, na aquisição de material de consumo, na locação de imóveis, de veículos, de máquinas e equipamentos, além de serviços terceirizados, em energia elétrica e nos serviços de tecnologia da informação. “O Ministério do Planejamento definirá limites por órgão para cada um destes itens”, informou o governo Federal.
De acordo com o Ministério do Planejamento, o ajuste nas despesas foi orientado para redução do custeio administrativo e a preservação de programas prioritários, entre eles o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Minha Casa Minha Vida e as principais áreas sociais, como Saúde, Educação e o Brasil Sem Miséria.

Veto de fundo estadual é novo embate entre PMDB e Dilma

Marcada para o início de agosto, assim que os parlamentares voltarem do recesso, votação do veto da presidente Dilma Rousseff a artigo do projeto que regulamenta regras de repasse ao Fundo de Participação dos Estados (FPE) configura-se como um novo round do embate entre o governo petista e o PMDB.
Dirigentes do partido, incluindo o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), e o líder da bancada na Casa, Eduardo Cunha (RJ), usaram as redes sociais para dar o tom de enfrentamento com o Palácio do Planalto. Alves avisou que a insatisfação generalizada com o veto indica que os parlamentares devem impor sua vontade perante a “caneta” da presidente e derrubar o veto. “Há uma tendência forte que sim (para derrubada)”, avaliou o peemedebista.
No Twitter, Alves fez questão de registrar publicamente que o assunto ganhará destaque no Congresso. “Presidente Dilma veta partes importantes do projeto aprovado, pelo Congresso, do FPE. Decisão volta ao Parlamento. Hora de diálogo. Executivo e Legislativo”, publicou.
Embora a derrubada de vetos seja apreciada em sessão conjunta do Congresso, Henrique Alves incluiu o assunto entre os destaques da pauta da Câmara do próximo mês, junto com o projeto que trata do uso dos recursos dos royalties para educação e saúde e o novo Código de Processo Civil.
Fonte: Ceara agora 

A votação do veto da presidente Dilma Rousseff a artigo do projeto que regulamenta regras de repasse ao Fundo de Participação dos Estados (FPE) já foi marcada para o início de agosto, assim que os parlamentares voltarem do recesso, e será um novo round do embate entre o governo petista e o PMDB.
Dirigentes do partido, incluindo o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), e o líder da bancada na Casa, Eduardo Cunha (RJ), usaram as redes sociais para dar o tom de enfrentamento com o Palácio do Planalto.
Alves avisou que a insatisfação generalizada com o veto indica que os parlamentares devem impor sua vontade perante a "caneta" da presidente e derrubar o veto. "Há uma tendência forte que sim (para derrubada)", avaliou o peemedebista.
No Twitter, Alves fez questão de registrar publicamente que o assunto ganhará destaque no Congresso. "Presidente Dilma veta partes importantes do projeto aprovado, pelo Congresso, do FPE. Decisão volta ao Parlamento. Hora de diálogo. Executivo e Legislativo", publicou.
Embora a derrubada de vetos seja apreciada em sessão conjunta do Congresso, Henrique Alves incluiu o assunto entre os destaques da pauta da Câmara do próximo mês, junto com o projeto que trata do uso dos recursos dos royalties para educação e saúde e o novo Código de Processo Civil.
À reportagem, Alves afirmou sábado, 20, que adotará "posição de equilíbrio" na discussão sobre o FPE e disse que se oferecerá para mediar o impasse entre governo e Parlamento. "Nessa matéria ponderaria diálogo importante com o Executivo."
Na última semana, a presidente sancionou a nova lei de redistribuição de recursos do FPE e vetou a parte do texto que obrigava o governo federal a suprir o fundo com recursos que deixariam de entrar no caixa de municípios e Estados todas as vezes que a União fizesse políticas de desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Como o IPI vem sendo utilizado para estimular setores da economia, a arrecadação diminui e, por consequência, o repasse também.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. via o povo online