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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Dilma permitirá que parentes de taxistas herdem serviço

Para evitar desgastes à presidente Dilma Rousseff (foto) em ano pré-eleitoral, o Palácio do Planalto recuou e admite incluir em medida provisória que tramita no Congresso a permissão para que parentes de taxistas herdem a exploração do serviço de táxi em casos de morte. Dilma havia vetado essa possibilidade, aprovada em julho pelo Congresso.
Os aliados da presidente temem desgastes em sua imagem junto aos taxistas, categoria que soma mais de 30 mil profissionais só em São Paulo e tem forte apelo junto à população.
Em contrapartida à inclusão da “hereditariedade da licença” na medida provisória, os aliados de Dilma prometem não derrubar o veto. A derrubada era considerada certa no Congresso, com o apoio inclusive de partidos governistas, depois que a presidente barrou a possibilidade de transmissão da concessão para os familiares do taxista morto.
“Somos da base de apoio da presidente, não nos interessa colocá-la contra a categoria dos taxistas”, disse o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), relator da proposta.
Eunício se reuniu com a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) para discutir a questão dos taxistas. O peemedebista disse ter conseguido o compromisso da AGU (Advocacia Geral da União) de não ingressar com ação no Supremo Tribunal Federal contra a transmissão hereditária da concessão.
Ficou acertado que haverá ajustes no texto a ser incluído na MP para evitar a possibilidade de empresas herdarem a concessão de taxistas com a sua morte. “Ficou uma brecha no texto que poderia abrir a possibilidade dessa interpretação. Vamos fazer um ajuste na redação do que será incluído na medida provisória. O nosso objetivo é proteger o taxista individual”, afirmou Eunício.
Pelo texto aprovado no Congresso, familiares do taxista morto passam a ter direito à exploração do serviço de táxi, o que inclui autorização para a sua comercialização.
DUPLO VETO
Dilma já havia vetado, em outra ocasião, a chamada “licença hereditariedade” dos taxistas em projeto aprovado pelo Congresso em 2011. Pressionados pela categoria, os parlamentares aprovaram novamente a transmissão da licença em julho deste ano, numa medida provisória mais uma vez vetada pela presidente.
Pela proposta, em caso de morte do permissionário, a autorização poderá ser repassada para cônjuge, filhos ou irmãos. Além disso, os taxistas têm autonomia para outorgar a exploração do táxi a qualquer interessado que “satisfaça requisitos estabelecidos em lei relativos à segurança, higiene e conforto dos veículos e habilitação dos condutores”.
A proposta também estabelece que a exploração de serviços de táxi depende de autorização do poder local, e os requisitos serão estabelecidos em lei. Também cabe ao poder público, segundo o texto, manter os registros dos títulos de autorização e dos veículos ao serviço de táxi.
Após a transferência da exploração do serviço de táxi, a autorização só poderá ser exercida por outro condutor titular que preencha requisitos exigidos em lei. O texto determina ainda que a permissão não poderá ser transferida sem anuência prévia do poder autorizante.
A regulamentação da profissão aprovada em 2011 determinou que os taxistas precisam fazer cursos de primeiros socorros, relações humanas, direção defensiva, mecânica e elétrica básica de veículos. Os profissionais também necessitam de inscrição na Previdência Social.
  Fonte: Estado

STF muda interpretação e diz que Congresso decide perda de mandato

No julgamento do mensalão, tribunal decidiu que cassação era automática.
Com dois novos ministros, entendimento mudou e pode afetar mensalão.

 

Contrariando um entendimento adotado no ano passado durante o julgamento do processo do mensalão, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (8) que cabe ao Congresso definir o destino do mandato de um parlamentar condenado. A decisão foi tomada na análise de ação penal contra o senador Ivo Cassol, condenado a 4 anos e 8 meses de prisão.
O que motivou a mudança de entendimento foi a alteração na composição do plenário, que tem agora dois novos ministros que ainda não estavam no Supremo no julgamento do mensalão: Teori Zavascki e Roberto Barroso.
É dever desta Corte decretar a perda do cargo. Como vai cumprir pena e exercer mandato ao mesmo tempo?"
Joaquim Barbosa, presidente do STF
No ano passado, os ministros decidiram por cinco votos a quatro que a perda do cargo seria automática após o trânsito em julgado do processo (quando o réu não tem mais chances de recorrer).
Votaram dessa forma os ministros Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello; contra, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Dias Toffoli.
Na reanálise do tema nesta quinta, o Supremo decidiu por seis a quatro que cabe ao Congresso decidir.
Os quatro que entenderam no ano passado que cabia ao Congresso a palavra final, mantiveram a decisão e foram acompanhados por Zavascki e Barroso.
Dos que tinham votado para que a decisão judicial levasse à perda do cargo, só Fux não votou porque não estava presente à sessão.
Está na Constituição. Eu lamento que haja esse dispositivo. Mas está aqui. Eu comungo da perplexidade de vossa excelência. Mas a Constituição não é o que eu quero, é o que possso fazer dela."
Luis Roberto Barroso, ministro do STF
O tema deve voltar a ser discutido pelo Supremo na semana que vem, no julgamento dos recursos dos 25 condenados no mensalão. A decisão tomada no caso de Cassol poderá afetar o processo do mensalão. Além disso, o fato de os dois novos ministros terem absolvidos réus do crime de quadrilha poderá favorecer oito condenados, entre eles o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.
Durante os debates no Supremo, houve divergência porque o artigo 55 da Constituição estabelece que, no caso de deputado que "sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado", a perda do mandato "será decidida pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federal, por voto secreto e maioria absoluta".
Já o artigo 15 da Constituição estabelece que a perda dos direitos políticos se dará no caso de "condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos". Na avaliação de alguns ministros, o mandato parlamentar faz parte dos direitos políticos.
Na terceira sessão em que participa como ministro do Supremo, Barroso protagonizou um debate com o presidente do tribunal, Joaquim Barbosa, que defendeu que a cassação fosse automática.
É a fórmula jabuticaba: só tem no Brasil. O sujeito condenado exercendo mandato parlamentar."
Gilmar Mendes, ministro do STF
Barroso disse que, embora considere que a perda do mandato seja ideal, a Constituição não permite. "Que a condenação implicasse a perda do mandato seria a solução ideal. Nada obstante, encontro obstáculo no artigo 55 da Constituição. Seria incongruente [dizer que é automático]. Isso foi estabelecido pelo constituinte."
Joaquim Barbosa lembrou que cabe ao Supremo interpretar a Constituição e que incongruência seria manter um parlamentar condenado no exercício da função. "É dever desta Corte decretar a perda do cargo. Como vai cumprir pena e exercer mandato ao mesmo tempo?"
Barroso disse que não se pode contrariar a Constituição. "Está na Constituição. Eu lamento que haja esse dispositivo. Mas está aqui. Eu comungo da perplexidade de vossa excelência. Mas a Constituição não é o que eu quero, é o que possso fazer dela."

Barbosa lembrou que no caso de condenados a penas elevadas, como no processo do mensalão, a punição será em regime fechado (pelo qual o detento não pode sair da prisão). No entanto, ele indicou que Cassol poderia, pelo novo entendimento da Corte, exercer o mandato de dia e ir para o presídio à noite.
Gilmar Mendes concordou: "É a fórmula jabuticaba: só tem no Brasil. O sujeito condenado exercendo mandato parlamentar."
O presidente do Supremo criticou ainda o fato de que os dois réus condenados junto com Cassol terão os direitos políticos suspensos e perderão os cargos públicos, enquanto que o senador poderá permanecer em sua função.
"Pune-se mais gravemente quem exerce responsabilidade maior - essa deve ser a regra. Quanto mais elevada a responsabilidade, maior deve ser a punição, e não o contrário. Esse é o erro da nossa República."  Fonte: G1

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Procurador-geral da República recomenda cassação de Roseana Sarney

Para Roberto Gurgel, o Governo do Maranhão celebrou 670 convênios com municípios às vésperas da eleição de 2010 para cooptar prefeitos que apoiavam candidatos de oposição.

 

BRASÍLIA - O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, deu parecer pela cassação do mandato da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), e de seu vice, Washington Luiz Oliveira (PT), por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2010. O processo foi movido pelo ex-governador José Reinaldo Tavares - ele disputou as eleições para o Senado em 2010 - e tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
As investigações mostraram que o governo do Estado intensificou a celebração de convênios e aumentou o repasse de recursos para os municípios do Estado às vésperas das eleições de 2010, "especialmente no mês de junho e nos três dias que precederam a convenção" em que Roseana foi lançada candidata à reeleição. Conforme dados do parecer, nos três dias antes da convenção, foram firmados 670 convênios, cujo valor superou R$ 165 milhões para diversos municípios do Estado.
Os convênios eram firmados em tempo recorde, conforme o Ministério Público, e serviriam para financiar pavimentação de ruas, construção de quadras e distribuição de casas. "No prazo de dois dias, eles eram assinados, publicados no órgão oficial e o dinheiro creditado na conta do município, cujos saques, de acordo com notícia nos autos, eram feitos em espécie, diretamente na boca do caixa", afirmou Gurgel no parecer.
Segundo o Ministério Público, a intenção de Roseana era minar a candidatura dos concorrentes e cooptar o apoio de prefeitos e lideranças comunitárias para sua eleição. "Dezenas de prefeitos de oposição, filiados ao PSDB, PSB, PDT e PC do B abandonaram completamente os candidatos Jackson Lago e Flávio Dino nas eleições para o governo do Estado e passaram a apoiar a reeleição da governadora Roseana Sarney Murad em troca dos convênios milionários, liberados às vésperas das eleições", argumentou Gurgel.
Outro programa, cuja implementação às vésperas das eleições configuraria abuso de poder, previa a construção distribuição de casas populares. De acordo com o Ministério Público, houve um aumento exponencial de gastos com o programa no ano eleitoral, sendo que a maior parte dos recursos foi liberada nos meses que antecederam as eleições.
"No caso em exame, não se pode afirmar que a celebração dos convênios constituiu ato normal ou regular de governo. Houve, na ação governamental, um desbordamento. Quase todos os convênios e transferências aos municípios, no ano de 2010, foram realizados no mês de junho", afirmou Gurgel. "Essa ação tinha um objetivo claro e imediato: interferir no processo eleitoral em curso e beneficiar as candidaturas dos recorridos, dando a eles condições diversas dos demais candidatos", concluiu o procurador.
O processo contra Roseana aguardava o parecer para ser julgado pela Justiça Eleitoral. Não há prazo para que o caso seja levado ao plenário da Corte.
Em sua defesa, a governadora e seu vice afirmaram não haver relação direta entre a assinatura dos convênios e sua vitória nas eleições de 2010.
Além disso, argumentou que nenhum convênio foi firmado no período vedado pela legislação eleitoral e disse que o programa de distribuição de casas populares estava autorizado por lei e era executado desde o ano anterior às eleições.Fonte: Estadão

Para Dilma, inflação está “completamente sob controle”

A presidente Dilma Rousseff afirmou ontem, em entrevista a rádio em Varginha (MG), que a inflação está em queda e que há indicação de estabilidade. Ela queixou-se do que chamou de “estardalhaço” de que o governo tinha “perdido o controle”, o que teria gerado alta dos preços. “[Os dados do IPCA] mostram uma inflação bastante sob controle (...) A inflação vem sistematicamente caindo”, disse a presidente, em Varginha, onde cumpriu agenda oficial.
Divulgado nesta quarta, o índice oficial e referência do sistema de metas do governo, o IPCA,registrou alta de 0,03%, abaixo dos 0,26% apurados em junho. O acumulado em 12 meses (6,27%) voltou a ficar dentro da meta estipulada pelo governo para o ano (em até 6,5%). Horas antes, ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a inflação vai voltar a subir nos próximos meses.
Cesta básica
Na entrevista, Dilma falou também sobre a queda generalizada de preço nos produtos da cesta básica, o que contribuiu diretamente para a queda da inflação. “Ela [pesquisa sobre o preço dos alimentos] mostrou queda em todas as 18 capitais pesquisadas, queda do valor da cesta básica, ou seja, o valor da cesta básica reduziu (...) Então, a inflação está completamente sob controle, atingindo valores os mais baixos do período”, disse a presidente.
Segundo ela, ainda sobre o controle da inflação, há um “fenômeno que está se espalhando por todos os preços e por toda a formação de preços”. Sobre o avanço da economia, mantém o otimismo: “Os indicadores de junho estão demonstrando que há uma recuperação do PIB”. Para ela, os processos de concessão de ferrovias, rodovias, portos e aeroportos agora no segundo semestre terão papel decisivo de impulsioná-lo de forma que a economia se recupere. Fonte: o estado

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Barbosa diz que entidades de juízes agem como 'politiqueiros'

Jornal noticiou compra de imóvel em Miami por presidente do Supremo.
Entidades de magistrados decidiram consultar CNJ, presidido por Barbosa.

 

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, afirmou nesta terça-feira (6) que as entidades que reúnem magistrados agem como "politiqueiros" ao questionar a forma como ele comprou um imóvel em Miami, nos Estados Unidos.
Barbosa adquiriu um apartamento por meio de uma empresa da qual é sócio, a Assas JB Corp, o que permitiu que obtivesse benefícios fiscais. Segundo a "Folha de S.Paulo", o apartamento tem 73 metros quadrados e custa entre R$ 500 milhões e R$ 1 milhão.
Nesta terça, o jornal informou que entidades que reúnem magistrados fariam uma consulta ao CNJ, do qual Joaquim Barbosa também é presidente, para saber se um juiz de primeira instância pode adquirir um imóvel dessa forma, por meio de uma empresa. O objetivo, segundo a publicação, seria "constranger" Barbosa.
A consulta partiria da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra).
No ano passado, Joaquim Barbosa acusou as mesmas entidades de agirem de forma "sorrateira" em apoio à criação de quatro tribunais regionais federais. Barbosa é contra os
novos TRFs.
"Isso é politicagem. O CNJ não cuida dessas matérias. Deixa eu lhe dizer uma coisa. É... Na verdade, eu não tenho nada a dizer. Nada. A única coisa que posso dizer a você é o seguinte: eu comprei com o meu dinheiro, tirei da minha conta bancária, enviei pelos meios legais. Não tenho contas a prestar a esses politiqueiros", disse o presidente do Supremo ao ser perguntado sobre a eventual consulta das entidades de magistrados.
Barbosa afirmou que a aquisição do imóvel ocorreu de modo regular e disse que as entidades deveriam se preocupar com os "assaltos ao patrimônio público".
"Aqueles que estão preocupados com as minhas opções de investimento, feitas com os meus vencimentos, com os meus ganhos legais e regulares, deveriam estar preocupados com questões muito mais graves que ocorrem no país, especialmente com os assaltos ao patrimônio público que ocorrem com muita frequência. E, essa deveria ser a preocupação principal, e não tentar atacar aqueles que agem corretamente, que nada devem, enfim, um cidadão correto."
Ele afirmou ainda que nada tem a temer. "Existe um ditado muito interessante: quem não deve não teme. Quanto a essas pessoas que vivem a me atacar, eu digo isso: quem não deve não teme." Fonte; G1

 

Acidente entre ônibus deixa dezenas de feridos

Engavetamento aconteceu na Avenida das Américas, às 23h.
Mais de 20 pessoas ficaram feridas.

Um acidente entre três ônibus BRTs no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro, deixou mais de 20 feridos no final da noite desta terça-feira (6), por volta de 23h. O engavetamento ocorreu na Avenida das Américas, na altura do número 15.000, em frente a Estação Guignard. As causas do acidente ainda são desconhecidas.
O número de feridos ainda é incerto. Segundo o Corpo de Bombeiros, pelo menos 21 pessoas ficaram feridas. A assessoria do BRT estimou os feridos em mais de 20 pessoas. A maioria passa bem e foi atendida no canteiro central da via.
Segundo a assessoria de comunicação do BRT, a vítima em estado mais grave é o motorista do ônibus que colidiu com os outros dois. Ele, que ainda não foi identificado, foi levado ao Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, também na Zona Oeste.
Mais de 20 pessoas ficaram feridas por conta do
acidente
A faixa central da Avenida, às 23h30, ainda estava interditada por conta do acidente, no sentido Barra da Tijuca. O tráfego era intenso e agentes da CET-Rio foram acionados para minimizar os impactos no trânsito. Segundo relatos de passageiros, dois ônibus estavam parados quando foram atingidos por um outro que seguia em alta velocidade.
Em nota numa rede social, por volta de 23h45, o Consórcio BRT publicou uma mensagem lamentando o acidente: "O Consórcio BRT confirma a ocorrência de um acidente nas proximidades da estação Guinard, no Recreio. Informamos que o Corpo de bombeiros está no local, prestando toda assistência necessária aos passageiros". Em março, um acidente com BRT, também no Recreio, deixou um morto. Fonte: G1

 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Senado gasta R$ 5 milhões com o Hospital Sírio-Libanês

Sob o comando de Renan Calheiros (PMDB-AL), o Senado gastou em seis meses 70% a mais com despesas médicas no Sírio-Libanês do que o total pago em 2012 para atender congressistas, dependentes, servidores e até ex-senadores e seus cônjuges no hospital paulista.
De fevereiro a julho deste ano --em janeiro, Renan ainda não era presidente da Casa--, foram pagos R$ 5,1 milhões ao Sírio-Libanês, enquanto no ano passado foram R$ 3 milhões, de acordo com o Portal de Transparência do próprio Senado.
O dinheiro foi gasto com serviços que incluem consultas, emergência e atendimento complementar a diagnósticos e tratamentos.
Em janeiro, Renan Calheiros não era presidente.
O Sírio-Libanês é o hospital preferido pela maioria dos políticos brasileiros para fazer desde checkups a tratamentos e cirurgias. O senador José Sarney (PMDB-AP), por exemplo, foi transferido semana passada do Maranhão para o hospital paulista.
A fama do hospital atrai também parentes dos congressistas e ex-senadores que têm direito ao plano de saúde da Casa --desde que tenham exercido o mandato por pelo menos seis meses. Todos têm as consultas, exames e procedimentos integralmente custeados pelo Senado, sem o pagamento de nenhuma contrapartida.
O Sírio é um dos hospitais credenciados pelo plano de saúde do Senado, o SIS (Sistema Integrado de Saúde). Os gastos no hospital incluem o pagamento de honorários a médicos que se tornaram famosos pelo tratamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff.
CHEQUE SEM FUNDO
"Nessa questão de saúde, quando você tem cobertura é melhor ser atendido lá do que em centros menos desenvolvidos", disse o ex-governador de Pernambuco, senador Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE), que esteve internado no hospital no ano passado.
Jarbas disse que foi obrigado pelo Senado a dar um cheque sem fundos para custear os honorários médicos do seu tratamento cardíaco no Sírio até que a Casa efetivasse o ressarcimento de R$ 110 mil.
"O Senado é uma Casa de mal feitos. Eu levei um ofício do Senado em que a Casa se responsabilizava pelos gastos hospitalares. Uma pessoa da diretoria-geral pediu para eu passar o cheque, negociar com os médicos, que a Casa pagaria. Eu disse que é crime passar cheque sem fundo, mas tive que fazer isso para o Senado me ressarcir depois, tudo isso me recuperando de uma cirurgia", afirmou.
GASTOS
Nos primeiros sete meses deste ano, a Casa gastou R$ 77,8 milhões em despesas médicas. Ao assumir o comando do Senado, Renan prometeu economizar R$ 6 milhões com a extinção do serviço médico ambulatorial do Senado.
O senador manteve apenas os atendimentos de emergência, mas servidores dizem que a medida vai ampliar os gastos do plano de saúde --que passou a custear todos os tipos de consultas.
Ao contrário dos congressistas, os servidores têm que contribuir com um percentual se aderirem ao plano. Todos têm direito ao reembolso de consultas médicas de hospitais, clínicas ou profissionais que não são credenciados na rede do plano.
OUTRO LADO
O Senado informou que mantém dois contratos de credenciamento com o Sírio-Libanês, sendo um deles com a unidade do hospital em Brasília e outro com a de São Paulo.
Esclareceu ainda que, no caso da sede do hospital na capital paulista, "os honorários médicos não estão incluídos, mas são passíveis de ressarcimento, mediante perícia e dentro dos valores fixados em tabela".
"A regra do SIS estabelece que os servidores participam com uma contribuição mensal fixa individual e para cada dependente, além de pagar 30% de qualquer despesa realizada em qualquer estabelecimento conveniado, inclusive o Sírio-Libanês", informou.
O Senado explicou ainda que os congressistas não precisam necessariamente escolher estabelecimentos conveniados, mas têm direito ao ressarcimento das despesas médicas.
Sobre o aumento das despesas no início deste ano em relação ao volume gasto durante todo o ano de 2012, o Senado atribuiu a evolução a "um conjunto de variáveis", entre elas o envelhecimento dos atendidos.
"Considerando que não houve reajuste da tabela dos preços pagos ao hospital Sírio-Libanês, a explicação para a evolução das despesas pode estar relacionada a um conjunto de variáveis, como o crescimento do número de usuários, aumento na quantidade e na natureza das intercorrências médicas, o envelhecimento da população, entre outras", explicou o Senado. Informou também que, no caso dos conveniados, o pagamento é feito diretamente ao hospital, "após análise e auditoria das contas".
Fonte: Folha de S. Paulo via o Estado

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

“Se Dilma não melhorar até maio, o candidato é Lula”, afirma Rui Falcão

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, declarou em entrevista a revista Piauí deste mês, que se a popularidade da presidente Dilma Rousseff continuar em queda, o candidato do partido na corrida presidencial será Lula. A falta de apreço a atuação de Dilma não vêm só das ruas. Sua relação também está abalada com a base aliada.
O nome de Lula está sendo reforçado dentro do PT, devido a recente queda de Dilma nas pesquisas. De acordo com pesquisa Ibope divulgada em julho, o desempenho de Lula tende a ser melhor que o de Dilma na eleição 2014. Nesse contexto, a presidente está tentando propagar a imagem de que é “inseparável” de Lula.
Leia matérias relacionadas:
Fonte: Ceara News

Governo prepara 'novo casamento' de Dilma com Lula

A estratégia da presidente Dilma Rousseff para recuperar a popularidade perdida e embicar a campanha do segundo mandato prevê um novo "casamento" com Luiz Inácio Lula da Silva, seu padrinho político. A partir deste mês, Dilma começará a aparecer em programas de TV, falando para diferentes públicos, como fez no início do governo. A ideia é que ela destaque a parceria com Lula desde 2003.

De aparições para atrair apoio das camadas populares a entrevistas com foco econômico, dirigidas a eleitores de maior poder aquisitivo, tudo está sendo planejado no Palácio do Planalto para reabilitar Dilma até dezembro. A intenção da presidente é também explicar projetos que causam polêmica, como o Mais Médicos, e "vender" as concessões em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, previstas para sair do papel a partir de setembro, após um ano de atraso. Em comum, nas entrevistas, a nova tentativa de colar sua imagem à de Lula.

Dilma já foi convidada para participar do "Programa do Ratinho", do SBT, vice-líder de audiência no horário nobre. Por lá passaram recentemente seus prováveis adversários Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (sem partido). No radar do Planalto também estão programas voltados para a dona de casa, como "Mais Você", de Ana Maria Braga (TV Globo).

Além de reconquistar o público feminino, a presidente também pretende aparecer no popular "Brasil Urgente", de José Luiz Datena (Band), e no "Esquenta!" (TV Globo), de Regina Casé.

A eficácia da tática que prevê o reforço da associação de Dilma com Lula e a ida a programas de grande audiência na TV, porém, chegaram a provocar dúvidas na equipe de comunicação do governo. Não foram poucos os auxiliares que consideraram arriscada a estratégia da exposição ao vivo, nesse momento de crise, às vésperas do 7 de Setembro, quando deve haver nova onda de protestos, com o Grito dos Excluídos.

As últimas pesquisas qualitativas encomendadas pelo marqueteiro João Santana, no entanto, mostram que, apesar das divergências e dificuldades de gestão, ainda há uma "simbiose positiva" entre Dilma e Lula. As "quali", como são chamadas essas consultas, medem impressões e servem como termômetro do humor dos eleitores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 4 de agosto de 2013

MP agradece apoio na luta contra a PEC 37 e destaca novas lutas


Apesar da vitória com a derrubada da PEC 37, que limitava os poderes de investigação do órgão, o MP afirma manter mobilização nacional permanente, principalmente contra outras propostas prejudiciais ao órgão
O Ministério Público (MP) realizou, ontem, evento nacional em agradecimento ao apoio da sociedade contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37 – que limitava os poderes de investigação do MP – e foi rejeitada, pelo Congresso Nacional, em junho. Mesmo com a derrubada da PEC 37, o órgão ainda tenta anular outras propostas que podem prejudicar o MP.

A presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), Norma Cavalcante, agradeceu o apoio dos parlamentares do Ceará e das entidades envolvidas para manter o poder de investigação do MP e ressaltou que a PEC 37 “estabeleceu uma ponte entre o Ministério Público e o parlamento brasileiro”.

O deputado estadual Heitor Férrer, um dos homenageados no evento pelo apoio contra a PEC 37, também destacou a relação do órgão com o parlamento e afirmou que as manifestações mudaram a postura dos políticos diante de decisões em benefício da população.

Novos desafios
O procurador-geral Ricardo Machado disse que a mobilização do Ministério Público em agradecer o apoio da sociedade e intensificar os trabalhos é nacional e permanente, principalmente pelo fato de que outras propostas que ameaçam a autonomia do MP ainda tramitam no Poder Legislativo. Uma delas é a PEC 75, que prevê a demissão de promotor e procurador pela via administrativa, sem decisão judicial.

“A quebra da garantia da vitaliciedade não é um escudo para que os promotores se protejam de erros, mas uma segurança para que se possa atuar com mais desenvoltura. Não se trata de qualquer privilégio porque o MP combate muitos interesses”, afirmou o procurador-geral.

SERVIÇO
Procuradoria Geral de Justiça do Ceará
Onde: Rua Assunção, 1100 - José Bonifácio - Fortaleza
Outras informações pelo site:
www.pgj.ce.gov.br


Saiba mais

Conheça outras propostas que ameaçam o MP

Projeto de Lei 3.771/08
Autor: deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG).
Propõe que os investigados sejam notificados quando o Ministério Público instaurar ação civil pública, para que possam apresentar defesa.

PEC 505/10
Autora: senadora Ideli Salvatti (PT-SC).
Propõe o endurecimento de penas a membros do Ministério Público da União e Estados, quando forem alvos de reclamações e impede o uso da aposentadoria dos magistrados como medida disciplinar.

Projeto de Lei 265/07
Autor: deputado Paulo Maluf (PP-SP).
Deixa expressa a responsabilidade de quem ajuíza ação com má-fé ou motivação pessoal. Obriga o autor da ação, mesmo promotores de Justiça, a indenizar prejuízos causados à “autoridade injustiçada”.
Fonte: O povo online


Beatificação de Benigna é esperada para setembro






Benigna Cardoso poderá ser a primeira beata cearense, após reconhecimento do Vaticano
Santana do Cariri. São mais de 100 depoimentos de graças alcançadas descritos em um calhamaço de documentos. Esses incluem 10 testemunhos de contemporâneos de Benigna Cardoso da Silva, a jovem mártir que foi assassinada aos 13 anos, a golpes de facão, para defender a sua castidade. O crime bárbaro chocou a pequena cidade de Santana do Cariri, há quase 72 anos. Daquele fatídico 24 outubro de 1941 a devoção à menina que passou a ser conhecida como a "mártir da pureza" tem crescido, ao ponto de ter esse reconhecimento pelo Vaticano, que aceitou, no início deste ano, o pedido de análise do processo diocesano, em prol da beatificação. O trabalho será finalizado em 17 de setembro deste ano. A história de Benigna poderá se tornar o primeiro caso de beatificação do Estado do Ceará.

Em Santa na do Cariri, há um constante movimento de romeiros, que aumenta a cada momento com os relatos de graças alcançadas fotos: elizângela santos

A entrega da documentação no Vaticano está marcada para o dia 7 de outubro, e será realizada pelo bispo diocesano, dom Fernando Panico, e o postulante da causa de Benigna, pela Diocese, o monsenhor italiano, Vitaliano Mattioli. A farta documentação, que poderá chegar a mais de 300 páginas, traduzidas para o latim e italiano, será avaliada por duas comissões, uma formada por cardeais e a outra histórica. Para o postulante, esse processo de análise não irá durar menos de um ano, ou até um ano e meio, por conta dos detalhes técnicos, minuciosos, que devem ser vistos.

Após a aceitação da causa da menina mártir, agora "serva de Deus", aumenta a devoção e as orações são constantes pela beatificação. Em Santana do Cariri, as visitas têm sido maiores na própria paróquia de Nossa Senhora Sant´Ana, onde estão sepultados os restos mortais de Benigna, que passaram por autópsia ano passado, um dos passos de comprovação da sua existência, diante do processo, aliando aos depoimentos dos seus contemporâneos. A adolescente ainda possui irmãs de criação, na cidade, que aguardam com expectativa a beatificação da menina que consideram santa.

Detalhes
O monsenhor Vitaliano Mattioli, autorizado pela Diocese do Crato, foi a Roma durante esta semana, para verificar os detalhes finais para o fechamento do processo, que será examinado no Vaticano.

Numa capela localizada no município, a imagem da jovem mártir é reverenciada a partir de um retrato falado descrito por pessoas contemporâneas

O trabalho de mais dois anos, em que foram reunidos diversos documentos, inclusive dos testemunhos dos milagres, foi desenvolvido por meio de uma comissão diocesana. Em Roma, será escolhido um novo postulante pelo bispo diocesano, para acompanhar o processo, já que ele deve residir no local.

Um dos integrantes do grupo é Sandro Cidrão. Ele escreveu sobre Benigna e chamou a atenção o caso da menina, que ainda hoje tem sido alvo de curiosidade por parte de estrangeiros. Segundo o chanceler da Cúria Diocesana, Armando Rafael, são recebidas cartas de forma constante de países como a Itália, pedindo mais esclarecimentos sobre a história da mártir.

Pelo menos dois aspectos são considerados relevantes para a análise do caso da menina mártir. Um deles, é com a sua condição de heroína em defesa de suas virtudes e da castidade. A outra é relacionada a sua condição de pureza. Após essa análise, o processo será encaminhado para a assinatura do papa, para a posterior beatificação.

O monsenhor classifica esse trabalho por parte do Vaticano, como extremamente técnico, em que se necessita atender a muitos critérios técnicos. No último sábado, durante praticamente o dia inteiro, todos esses detalhes foram avaliados, para o fechamento dos trabalhos em setembro. Ele disse que ainda falta incluir apenas um depoimento e concluir a tradução do documento, entre outros aspectos.

Mais informações:
Paróquia Senhora Sant´Ana
Rua Padre Cristiano, 304
Centro
Santana do Cariri
Telefone (88) 3545.1485

Processo de Padre Ibiapina tramita há mais de 20 anos

Sobral
Há mais de 20 anos, fiéis lutam pela beatificação de José Antônio de Maria Ibiapina, mais conhecido como Padre Ibiapina. Ele foi advogado, juiz de direito, chefe de polícia e deputado geral, o equivalente a deputado federal hoje. É reconhecido como um dos homens mais marcantes de sua geração. Nascido em 1805, foi apenas em 1853 que abraçou o sacerdócio com quase 50 anos.

Imagens e lembranças do sacerdote são recorrentes em Sobral, onde demonstrou novos sentidos para missão evangélica e caridade para os desvalidos

De acordo com o Bispo de Sobral, Dom Odelir José Magri, foi o padre Francisco Sadoc de Araújo o primeiro a encaminhar o pedido de beatificação para o Vaticano. Dom Odelir explica que o primeiro processo está parado há dois ou três anos, primeiro porque o procurador da Diocese de Guarabira havia falecido, e depois porque haviam alguns critérios dentro do processo que não estavam de acordo com a burocracia da Santa Sé.

Falecido em 1883, ele deixou poucos escritos: somente algumas anotações e cartas segundo o Padre José Comblin. "Sabemos alguma coisa além disso graças às anotações feitas por irmãos e irmãs que o acompanhavam nas viagens missionárias e deixaram descrições de certos episódios".

Natural de Ibiapina, Município de Sobral, Padre Ibiapina perdeu o pai e o irmão aos 19 anos de idade, na repressão que seguiu a revolução de 1824. Segundo o Padre José Comblin, Antônio se preparava para o sacerdócio no Seminário de Olinda, mas teve de assumir os seus irmãos mais jovens. Depois voltou para Recife, quando na primeira turma da faculdade de Direito fundada em 1828 em Olinda e se formou na primeira turma de bacharéis do Brasil.

Lecionou por um ano e voltou para o Ceará. Foi nomeado juiz de direito e chefe da polícia em Quixeramobim. Em 1833 foi eleito deputado geral para representar o Ceará na Assembleia Geral no Rio de Janeiro. "Não aceitou um segundo mandato", conta Comblin. Voltou para Recife. Exerceu a advocacia de 1838 a 1850, primeiro na Paraíba e depois, durante dez anos, no Recife, onde adquiriu a fama de defensor dos pobres e abandonados. Em 1853 foi-lhe oferecido o sacerdócio e aceitou.

Depois de dois anos decidiu abandonar a cidade e ir para o interior, dedicando-se à evangelização do sertão. Entre 1855 e 1875, dedicou-se a pregar missões para o povo sertanejo. Percorreu os Estados de Pernambuco, Paraíba, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte. A partir de 1875 ficou paralítico e não pôde mais deixar a Casa de Santa Fé de Arara, onde tinha estabelecido o centro de sua vida missionária. Um dos objetivos do padre era promover obras materiais que ajudassem o povo do interior. "Naquele tempo os poderes públicos inexistiam no interior. Os sertanejos estavam isolados demais para poder tomar iniciativas".

Por ocasião das missões, conseguiu mobilizar milhares de trabalhadores para construir 22 Casas de Caridade, vários hospitais, cemitérios, várias igrejas. "As Casas de Caridade destinavam-se a recolher órfãos. Mas, ao mesmo tempo, passaram também a ser escolas, hospitais, centros de assistência para toda a redondeza. Na Casa de Caridade de Santa Fé chegaram a morar 200 pessoas".

Para Comblin, não se entende evangelização sem essa integração do material e do espiritual. Os documentos da Igreja são muito explícitos. Não se toleraria mais uma evangelização que não fosse também uma promoção humana. ´Fonte: Dn

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Ciro diz que Dilma está cercada por uma "equipe de incapazes"

O ex-ministro Ciro Gomes voltou a bater no governo da presidenta Dilma Roussef. Durante a abertura do X Encontro de Revendedores de Derivados de Petróleo e Lojas de Conveniência do Norte do Brasil, em Manaus (AM), o pessebista afirmou que as medidas tomadas por Dilma, para estancar a atual crise econômica e política, são "incompetentes", uma vez que ela está cercada por uma "equipe de incapazes".
“Ela é competente e ama o país, mas está cercada por uma equipe inacreditavelmente incapaz, até mesmo de entender o que está acontecendo no país”, disse Ciro durante a abertura do X Encontro de Revendedores de Derivados de Petróleo e Lojas de Conveniência do Norte do Brasil, em Manaus (AM). Apesar da traulitada, ele destacou que Dilma é uma boa presidente, além de ser “merecedora de estar onde está”.
Para Ciro, Dilma deveria providenciar o quanto antes a troca de ministros e auxiliares como forma de melhorar o relacionamento com o Congresso e a sociedade. “Contar com Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Michel Temer (vice-presidente), Renan Calheiros (presidente do Senado), Henrique Alves (presidente da Câmara), Eduardo Cunha (líder do PMDB no Congresso) é pedir pra morrer”, disse o ex-ministro.
Ciro fez as declaralções ao portal Em Tempo, que é favorável à candidatura presidencial do governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, em 2014. Fonte: Ceará News

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Congresso inicia 2º semestre com 'pauta positiva' e projetos polêmicos

À espera de votação, royalties e passe livre mexem nas contas do governo.
Na Câmara, proposta quer obrigar Executivo a liberar verba de emendas.

 

Após 15 dias de “recesso branco”, o Congresso inicia nesta quinta-feira (1º) o segundo semestre disposto retomar a "pauta positiva" formulada em junho para dar resposta às manifestações e a votar alguns projetos polêmicos ou que enfrentam resistência do governo pela elevação de custos. Na Câmara, a prioridade é votar o projeto que destina royalties do petróleo para educação e saúde. No Senado, aguarda votação proposta de gratuidade no uso do transporte público para estudantes.

Nesta quinta, está prevista apenas uma sessão no Senado, mas a presença necessária para iniciar qualquer votação é incerta. Na Câmara, só haverá análise de propostas na próxima terça (6), com a proposta dos royalties no primeiro item da pauta.
Enviado pelo Executivo prevendo inicialmente apenas investimentos em educação, o projeto encontra-se em fase final de tramitação, mas a versão em análise pelos deputados contrariou o governo por usar recursos diretamente do Fundo Social, uma espécie de poupança formada com recursos do pré-sal. A intenção do governo era usar somente rendimentos financeiros e não o capital principal do fundo.
O projeto do passe livre, proposto pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no auge dos protestos no mês de junho, pode beneficiar estudantes do ensino fundamental, médio e superior no uso do transporte público coletivo local. A proposta determina que sejam utilizados para bancar as passagens gratuitas recursos dos royalties da exploração do petróleo e gás relativos aos contratos celebrados a partir de 3 de dezembro de 2012.
Orçamento impositivo
Na Câmara, o presidente Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) pretende também por em votação, logo após os royalties, o chamado "Orçamento impositivo", que obrigaria o governo a liberar o pagamento das emendas parlamentares, despesas indicadas por deputados e senadores no Orçamento da União.
Em geral, as emendas são destinadas a obras de interesse local dos parlamentares, para atender suas bases eleitorais. Em momentos de ajuste fiscal, no entanto, em que o governo faz economia para pagar juros da dívida pública (o chamado superávit primário), um dos alvos preferenciais de cortes são as emendas, que acabam retidas pelo Ministério do Planejamento.
A aprovação do texto é reivindicada pelo PMDB, mas enfrenta forte oposição do governo federal.
Em reunião com dez ministros nesta terça no Palácio da Alvorada, a presidente Dilma Rousseff  teria autorizado a liberação de R$ 2 bilhões em emendas de parlamentares. A intenção seria assegurar a aprovação no Congresso de matérias de interesse do governo e dissuadir os parlamentares de votar o Orçamento impositivo.
No entanto, Henrique Alves afirmou que a votação do projeto ocorrerá. “Prioridade é o projeto dos royalties e o Orçamento impositivo, nos primeiros dias [de trabalhos]”, disse ao G1.
O senador Humberto Costa (PT-PE) disse que foi informado pela Secretaria de Relações Institucionais da liberação das emendas parlamentares, mas não quis detalhar como será o pagamento. Já o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) negou que a liberação tenha o objetivo de melhorar a “articulação política” ou desestimular a votação do orçamento impositivo.
“Eu nunca vi resolver problema de articulação por liberação de emendas. Inclusive, durante o governo Lula, durante o governo Dilma, nunca foi liberado 100% das emendas. Existe muita polêmica acerca das emendas parlamentares. Acho que quase todas essas emendas se enquadram em projetos e programas do Orçamento Geral da União”, disse.
Para ele, a liberação dos R$ 2 bilhões está de acordo com o “cronograma” de pagamentos do governo. “Eu vejo que a liberação de emendas está dentro de um cronograma do governo. Todos os partidos sem exceção do psol ao dem têm emendas liberadas. Não é uma coisa da base do governo.”

Senado
Entre os senadores, antes do passe livre para estudantes, a pauta prevê a votação de projeto que acaba com a aposentadoria compulsória como pena máxima a juízes e membros do Ministério Público. A proposta prevê que, em casos de crime hediondo ou contra a administração pública, o juiz ou procurador ficará “em disponibilidade” por até dois anos, recebendo salário proporcional, enquanto responde a ação judicial civil por perda de cargo.
Se o Judiciário considerar que o magistrado cometeu os crimes e deve ser punido com a perda do cargo, ele se aposentará no regime geral do INSS, cujo teto é de R$ 4.157.
Apesar de haver sessão marcada para esta quinta, líderes dos partidos acreditam, no entanto, que não será possível analisar projetos importantes ainda nesta semana. A expectativa é que seja uma sessão de reabertura dos trabalhos, com discussão da agenda para os próximos dias.
De acordo com o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveria (CE), a sessão desta tarde a não deverá ter quórum suficiente para votar a pauta prioritária do Senado. “Tem uma pauta remanescente e vamos dar continuidade, concluir a pauta. Mas amanhã [quinta] não tem quórum para estabelecer isso”, disse o senador.
Para o líder do PT no Senado, Wellington Dias (PI), a sessão desta quinta servirá principalmente para discutir o retorno das atividades parlamentares. “A característica da primeira sessão é mais preparatória, para aprovação das atas, discutir as coisas do ano todo e do semestre anterior”, disse o senador.
Outras propostas
Segundo Henrique Alves, deve entrar na pauta da Câmara ainda em agosto proposta que libera a candidatura de políticos que tiveram contas rejeitas em eleições passadas. A proposta, chamada de minirreforma eleitoral é de autoria do deputado Cândido Vaccarezza (PT), designado para coordenar grupo de trabalho responsável por propor uma reforma política, um dos pactos anunciados pela presidente Dilma Rousseff após as manifestações.
O projeto de Vaccarezza também transfere aos partidos, no caso de eleições proporcionais, os votos dos deputados e dos vereadores eleitos que tenham tido a candidatura impugnada com base na Ficha Limpa. Atualmente, os votos de políticos cassados são anulados, e as siglas não se beneficiam.
“Depois [de votar royalties e Orçamento impositivo] votaremos o Código de Processo Civil, os vetos presidenciais  e o projeto de procedimentos eleitorais”, afirmou Henrique Alves ao G1.
O novo Código de Processo Civil, cujo projeto foi aprovado em julho por uma comissão especial, prevê uma série de alterações na legislação visando dar celeridade às ações civis, como as relacionadas a dívidas, família, propriedade e indenizações.
Outra matéria polêmica que será votado no segundo semestre é a medida provisória que cria o programa “Mais Médicos”, que visa aumentar a oferta de médicos no interior, em regiões remotas do país e na periferia de grandes cidades.
LDO e vetos
Ainda em agosto, o Congresso deve se reunir em sessão conjunta de deputados e senadores para concluir a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias, que orienta a elaboração do Orçamento e analisar vetos presidenciais editados a partir do dia 1º de julho.
Se a LDO não for analisada pelos congressistas até 10 de agosto, os vetos da presidente Dilma Rousseff à Lei do Ato Médico são os primeiros a trancar a pauta. A sessão de votação está marcada para 20 de agosto.
A análise dos dispositivos excluídos por Dilma poderá não ser concluída em uma única sessão do Congresso, já que a matéria é polêmica.  O quarto artigo do Ato Médico, que define as atividades que são exclusivas aos médicos, teve nove pontos vetados.
Um dos trechos mais polêmicos, que definia ser privativo aos médicos a formulação do diagnóstico e a respectiva prescrição terapêutica, foi suprimido pela presidente, o que gerou protestos de associações médicas e elogios de outras categorias, como a de psicólogos e fisioterapeutas.
Também foi vetado um ponto do quinto artigo da lei, que restringia apenas a médicos o acesso a cargos de direção e chefia de serviços médicos, impedindo que essas funções fossem exercidas por outros profissionais da saúde, como enfermeiros.
O próximo veto a trancar a pauta do Congresso é o que derrubou desonerações a setores produtivos. O veto precisa ser analisado até o dia 22 de agosto. A medida provisória enviada pelo Executivo previa a isenção de PIS, Cofins e Pasep sobre os produtos básicos da cesta. O Congresso, no entanto, estendeu o benefício para mais de 40 itens.
A presidente rejeitou trechos da norma que garantiam a desoneração a produtos incluídos na MP pelos parlamentares. Entre eles, mortadelas, linguiças, camarões, pão de forma, alguns tipos de biscoitos, sucos, erva mate, polvilho, molho de tomate, vinagre, artigos escolares e  absorventes. A oposição promete tentar derrubar esses vetos. Fonte: G1

quarta-feira, 31 de julho de 2013

José Guimarães é contra corte de ministérios do governo Dilma

 PT na Câmara, deputado José Guimarães (CE), criticou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de autoria do deputado Eduardo Cunha (PMDB), que corta pela metade o número de ministérios do governo Dilma. A matéria será apresentada em agosto, com o retorno das atividades legislativas do Congresso. Se a PEC for aprovada, a presidente Dilma Rousseff terá que abrir mão de 19 dos atuais 39 ministérios.
De acordo com Guimarães, a criação e redução de ministérios cabem ao Poder Executivo e não ao Parlamento. “Isso é uma excrescência. Não é reduzindo um ou outro ministério que se vai enfrentar os dilemas, os momentos de crise econômica mundial. Além do mais, não tem sentido do ponto de vista jurídico da nossa Constituição.", frisou o deputado.


O parlamentar destacou ainda que Congresso deve se empenhar nas políticas públicas de interesse da sociedade. “O Congresso precisa se empenhar em discutir e votar políticas públicas para melhorar as áreas de saúde, educação, segurança públicas e mobilidade urbana, no lugar de debater a quantidade de ministério”, pontuou o parlamentar.

*Com portal Câmara dos Deputados via ceara news

terça-feira, 30 de julho de 2013

“Brasil não está preparado para ter um presidente negro”, diz Barbosa



Para o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda há bolsões de intolerância racial não declarados no Brasil. Ele afirma não ser candidato e diz que seu nome tem aparecido com relevância em pesquisas eleitorais por causa de manifestações espontâneas da população. Segundo ele, que se define politicamente como alguém de inclinação social democrata à europeia, o Brasil precisa gastar melhor seus recursos públicos, com inúmeros setores que podem ser racionalizados ou diminuídos.
O senhor é candidato à presidente da República?
Não. Sou muito realista. Nunca pensei em me envolver em política. Não tenho laços com qualquer partido político. São manifestações espontâneas da população onde quer que eu vá. Pessoas que pedem para que eu me candidate e isso tem se traduzido em percentual de alguma relevância em pesquisas.


 Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal Foto: Camilla Maia / O GloboAs pessoas ficaram com a impressão de que o senhor não cumprimentou a presidente.
Eu não só cumprimentei como conversei longamente com a presidente. Eu estava o tempo todo com ela.
O Brasil está preparado para um presidente da República negro?
Não. Porque acho que ainda há bolsões de intolerância muito fortes e não declarados no Brasil. No momento em que um candidato negro se apresente, esses bolsões se insurgirão de maneira violenta contra esse candidato. Já há sinais disso na mídia. As investidas da “Folha de S.Paulo” contra mim já são um sinal. A “Folha de S.Paulo” expôs meu filho, numa entrevista de emprego. No domingo passado, houve uma violação brutal da minha privacidade. O jornal se achou no direito de expor a compra de um imóvel modesto nos Estados Unidos. Tirei dinheiro da minha conta bancária, enviei o dinheiro por meios legais, previstos na legislação, declarei a compra no Imposto de Renda. Não vejo a mesma exposição da vida privada de pessoas altamente suspeitas da prática de crime.
Como pessoa pública, o senhor não está exposto a todo tipo de pergunta e dúvida dos jornalistas?
Há milhares de pessoas públicas no Brasil. No entanto os jornais não saem por aí expondo a vida privada dessas pessoas públicas. Pegue os últimos dez presidentes do Supremo Tribunal Federal e compare. É um erro achar que um jornal pode tudo. Os jornais e jornalistas têm limites. São esses limites que vêm sendo ultrapassados por força desse temor de que eu eventualmente me torne candidato.
Que partido representa mais o seu pensamento?
Eu sou um homem seguramente de inclinação social democrata à europeia.
Como ampliar o Estado para garantir direitos de quem esteve marginalizado, mas, ao mesmo tempo, controlar o controle do gasto público para manter a inflação baixa?
O primeiro passo é gastar bem. Saber gastar bem. O Brasil gasta muito mal. Quem conhece a máquina pública brasileira, sabe que há inúmeros setores que podem ser racionalizados, podem ser diminuídos.
O senhor disse que o Brasil está numa crise de representação política. O que quis dizer com isso?
Ela se traduz nessa insatisfação generalizada que nós assistimos nesses dois meses. Falta honestidade em pessoas com responsabilidade de vir a público e dizer que as coisas não estão funcionando.
Quando serão analisados os recursos dos réus do mensalão?
Dia primeiro de agosto eu vou anunciar a data precisa.
Eles serão presos?
Estou impedido de falar. Nos últimos meses, venho sendo objeto de ataques também por parte de uma mídia subterrânea, inclusive blogs anônimos. Só faço um alerta: a Constituição brasileira proíbe o anonimato, eu teria meios de, no momento devido, através do Judiciário, identificar quem são essas pessoas e quem as financia. Eu me permito o direito de aguardar o momento oportuno para desmascarar esses bandidos.
Por que o senhor tem uma relação tensa com a imprensa? O senhor chegou a falar para um jornalista que ele estava chafurdando no lixo.
É um personagem menor, não vale a pena, mas quando disse isso eu tinha em mente várias coisas que acho inaceitáveis. Por que eu vou levar a sério o trabalho de um jornalista que se encontra num conflito de interesses lá no Tribunal. Todos nós somos titulares de direitos, nenhum é de direitos absolutos, inclusive os jornalistas. Afora isso tenho relações fraternas, inúmeras com jornalistas.
A primeira vez que conversamos foi sobre ações afirmativas. Nem havia ainda as cotas. Hoje, o que se tem é que as cotas foram aprovadas por unanimidade pelo Supremo. O Brasil avançou?
Avançou. Inclusive, entre as inúmeras decisões progressistas que o Supremo tomou essa foi a que mais me surpreendeu. Eu jamais imaginei que tivéssemos uma decisão unânime.
Nos votos, vários ministros reconheceram a existência do racismo.
O que foi dito naquela sessão foi um momento único na história do Brasil. Ali estava o Estado reconhecendo aquilo que muita gente no Brasil ainda se recusa a reconhecer, e a ver o racismo nos diversos aspectos da vida brasileira.
Os negros são uma força emergente. Antes, faziam sucesso só nas artes e no futebol, mas, agora, eles estão se preparando para chegar nos postos de comando e sucesso em todas as áreas. Como a sociedade brasileira vai reagir?
Ainda não vejo essa ascensão dos negros como algo muito significativo. Há muito caminho pela frente. Ainda há setores em que os negros são completamente excluídos.
Como o Brasil supera isso?
Discutindo abertamente o problema. Não vejo nos meios de comunicação brasileiros uma discussão consistente e regular sobre essas questões.
Como superar a desigualdade racial, mantendo o que de melhor temos?
O que de melhor nós temos é a convivência amistosa superficial, mas, no momento em que o negro aspira a uma posição de comando, a intolerância aparece.
Como o senhor sentiu no carnaval tantas pessoas com a máscara do seu rosto?
Foi simpático, mas, nas estruturas sociais brasileiras, isso não traz mudanças. Reforça certos clichês.
Reforça? Por quê
Carnaval, samba, futebol. Os brasileiros se sentem confortáveis em associar os negros a essas atividades, mas há uma parcela, espero que pequena da sociedade, que não se sente confortável com um negro em outras posições.
O senhor foi discriminado no Itamaraty?
Discriminado eu sempre fui em todos os trabalhos, do momento em que comecei a galgar escalões. Nunca dei bola. Aprendi a conviver com isso e superar. O Itamaraty é uma das instituições mais discriminatórias do Brasil.
O senhor não passou no concurso?
Passei nas provas escritas, fui eliminado numa entrevista, algo que existia para eliminar indesejados. Sim, fui discriminado, mas me prestaram um favor. Todos os diplomatas gostariam de estar na posição que eu estou. Todos.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/joaquim-barbosa-brasil-nao-esta-preparado-para-um-presidente-negro-9224636#ixzz2aXh3gSEM
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Fonte; O Globo

Protesto interdita parte da CE- 257 no Distrito de Salitre.

Os moradores do distrito de Salitre,  comunidade localizada a 57 km da sede do município de Canindé, interditaram na manhã de hoje parte da Rodovia Estadual CE 257 no sentido Canindé - Santa Quitéria. 
De acordo com os moradores a interdição tem como objetivo cobrar do Poder Público Municipal melhores condições de Saúde, Segurança Pública e abastecimento de Água, obtivemos informações há poucos instantes que a CE 257 na altura do distrito continua interditada e que os moradores só irão suspender a mobilização quando o Prefeito de Canindé Celso Crisóstomo comparecer ao local.
Há dias a população do distrito de Salitre enfrenta problemas com a falta de água, na semana passada em entrevista a uma emissora local o prefeito Celso Crisóstomo afirmou que a prefeitura iria construir um poço na localidade com recursos próprios para amenizar a situação, no entanto a população clama por melhorias em todos os sentidos para aquela localidade. 

Acompanhe fotos da manifestação na CE 257 (Distrito de Salitre)


Fonte: Portal C4 Notícias Via Hidrolandia 24 horas

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Lula não vai voltar porque ele não saiu', afirma Dilma


O encontro da presidente Dilma Rousseff com a Folha, na sexta, no Palácio do Planalto, começou tenso. "Minha querida, você tem que desligar o ar-condicionado", dizia ela a uma assessora.
Com febre e faringite, medicada com antibiótico, corticóide e Tylenol, e com "o estômago lascado", ela estava também rouca. Em pouco tempo, relaxou. E passou quase três horas falando sobre manifestações, inflação, PIB e a possibilidade de Lula ser candidato a presidente. Leia abaixo os principais trechos:
Petista afirma que reforma é pedido de 'todo mundo'
Gabinete tem quatro imagens de Nossa Senhora
Para oposição, Dilma reconhece 'nulidade' ao dizer que Lula 'não vai voltar porque não saiu'

Folha - As manifestações deixaram jornalistas, sociólogos e governantes perplexos. E a senhora, ficou espantada?
Dilma Rousseff - No discurso que fiz na comemoração dos dez anos do PT, em SP [em maio], eu já dizia que ninguém, ninguém, quando conquista direitos, quer voltar para trás. Democracia gera desejo de mais democracia. Inclusão social exige mais inclusão. Quando a gente, nesses dez anos [de governo do PT], cria condições para milhões de brasileiros ascenderem, eles vão exigir mais. Tivemos uma inclusão quantitativa. Esta aceleração não se deu na qualidade dos serviços públicos. Agora temos de responder também aceleradamente a essas questões.
Mas a senhora não ficou assustada com os protestos?
Não. Como as coisas aconteceram de forma muito rápida, eu acho que todo mundo teve inicialmente uma reação emocional muito forte com a violência [policial], principalmente com a imagem daquela jornalista da Folha [Giuliana Vallone] com o olho furado [por uma bala de borracha]. Foi chocante. Eu tenho neurose com olho. Já aguentei várias coisas na vida. Não sei se aguentaria a cegueira.
Se não fosse presidente, teria ido numa passeata?
Com 65 anos, eu não iria [risos]. Fui a muita passeata, até os 30, 40 anos. Depois disso, você olha o mundo de outro jeito. Sabe que manifestações são muito importantes, mas cada um dá a sua contribuição onde é mais capaz.
O prefeito Fernando Haddad diz que, conhecendo o perfil conservador do Brasil, muitos se preocupam com o rumo que tudo pode tomar.
Eu não acho que o Brasil tem perfil conservador. O povo é lúcido e faz as mudanças de forma constante e cautelosa. Tem um lado de avanço e um lado de conservação. Já me deram o seguinte exemplo: é como um elefante, que vai levantando uma perna de cada vez [risos]. Mas é uma pernona que vai e "poing", coloca lá na frente. Aí levanta a outra. Não galopa como um cavalo. Aí uma pessoa disse: "É, mas tem hora em que ele vira um urso bailarino". Você pode achar que contém a mudança em limites conservadores. Não é verdade. Tem hora em que o povo brasileiro aposta. E aposta pesado.
A senhora teve uma queda grande nas pesquisas.
Não comento pesquisa. Nem quando sobe nem quando desce [puxa a pálpebra inferior com o dedo]. Eu presto atenção. E sei perfeitamente que tudo o que sobe desce, e tudo o que desce sobe.
Mas isso fez ressurgir o movimento "Volta, Lula" em 2014.
Querida, olha, vou te falar uma coisa: eu e o Lula somos indissociáveis. Então esse tipo de coisa, entre nós, não gruda, não cola. Agora, falar volta Lula e tal... Eu acho que o Lula não vai voltar porque ele não foi. Ele não saiu. Ele disse outro dia: "Vou morrer fazendo política. Podem fazer o que quiser. Vou estar velhinho e fazendo política".
Para a Presidência ele não volta nunca mais?
Isso eu não sei, querida. Isso eu não sei.
Ao menos não em 2014.
Esses problemas de sucessão, eu não discuto. Quem não é presidente é que tem que ficar discutindo isso. Agora, eu sou presidente, vou discutir? Eu, não.
Mas o Lula lançou a senhora.
Ele pode lançar, uai.
O fato de usarem o Lula para criticá-la não a incomoda?
Querida, não me incomoda nem um pouquinho. Eu tenho uma relação com o Lula que tá por cima de todas essas pessoas. Não passa por elas, entendeu? Eu tô misturada com o governo dele total. Nós ficamos juntos todos os santos dias, do dia 21 de junho de 2005 [quando ela assumiu a Casa Civil] até ele sair do governo. Temos uma relação de compreensão imediata sobre uma porção de coisas.
Mas ele teria criticado suas reações às manifestações.
Minha querida, ele vivia me criticando. Isso não é novo [risos]. E eu criticava ele. Quer dizer, ele era presidente. Eu não criticava. Eu me queixava, lamentava [risos].
Como a senhora vê um empresário como Emílio Odebrecht falar que quer que o Lula volte com Eduardo Campos de vice?
Uai, ótimo para ele. Vivemos numa democracia. Se ele disse isso, é porque ele quer isso.

Fonte: Folha de São Paulo

domingo, 28 de julho de 2013

Entrevista exclusiva com Papa Francisco

O Fantástico deste domingo (28) exibe entrevista exclusiva com o Papa Francisco, a primeira a um jornalista desde sua eleição. Na sua visita ao Brasil, o sumo pontífice encontrou tempo na agenda para receber o repórter Gérson Camarotti, da GloboNews, para uma conversa franca.
Na entrevista, o papa abordou assuntos difíceis, como os escândalos no Vaticano e os desafios da Igreja Católica para atrair fiéis. Comentou também a acolhida que teve no Brasil, durante a Jornada Mundial da Juventude, e deu lições de humildade, solidariedade e humanidade.
Francisco também explicou a atitude que toma em relação a sua segurança.
“Eu não sinto medo. Sei que ninguém morre de véspera. Quando acontecer, o que Deus permitir, será. Eu não poderia vir ver este povo, que tem um coração tão grande, detrás de uma caixa de vidro. As duas seguranças (do Vaticano e do Brasil) trabalharam muito bem. Mas ambas sabem que sou um indisciplinado nesse aspecto.”
Leia, a seguir, trechos da entrevista concedida pelo Papa a Gérson Camarotti.

Rivalidade entre Brasil e Argentina
“O povo brasileiro tem um grande coração. Quanto à rivalidade, creio que já está totalmente superada. Porque negociamos bem: o Papa é argentino e Deus é brasileiro.”
Pobreza x ostentação
“Penso que temos que dar testemunho de uma certa simplicidade - eu diria, inclusive, de pobreza. O povo sente seu coração magoado quando nós, as pessoas consagradas, são apegadas a dinheiro.”
Perda de fiéis
“Não saberia explicar esse fenômeno. Vou levantar uma hipótese. Pra mim é fundamental a proximidade da Igreja. Porque a Igreja é mãe, e nem você nem eu conhecemos uma mãe por correspondência. A mãe... dá carinho, toca, beija, ama. Quando a Igreja, ocupada com mil coisas, se descuida dessa proximidade, se descuida disso e só se comunica com documentos, é como uma mãe que se comunica com seu filho por carta. Não sei se foi isso o que aconteceu no Brasil. Não sei, mas sei que em alguns lugares da Argentina que conheço isso aconteceu.”
Escândalos no Vaticano
“Agora mesmo, temos um escândalo de transferência de 10 ou 20 milhões de dólares de monsenhor. Belo favor faz esse senhor à Igreja, não é? Mas é preciso reconhecer que ele agiu mal, e a Igreja tem que dar a ele a punição que merece, pois agiu mal. No momento do conclave, antes temos o que chamamos congregações gerais - uma semana de reuniões dos cardeais. Naquela ocasião, falamos claramente dos problemas. Falamos de tudo. Porque estávamos sozinhos, e para saber qual era a realidade e traçar o perfil do novo Papa. E dali saíram problemas sérios, derivados em parte de tudo o que vocês conhecem: do Vatileaks e assim por diante. Havia problemas de escândalos. Mas também havia os santos. Esses homens que deram sua vida para trabalhar pela Igreja de maneira silenciosa no Conselho Apostólico.”
Os jovens

“Com toda a franqueza lhe digo: não sei bem por que os jovens estão protestando. Esse é o primeiro ponto. Segundo ponto: um jovem que não protesta não me agrada. Porque o jovem tem a ilusão da utopia, e a utopia não é sempre ruim. A utopia é respirar e olhar adiante. O jovem é mais espontâneo, não tem tanta experiência de vida, é verdade. Mas às vezes a experiência nos freia. E ele tem mais energia para defender suas ideias. O jovem é essencialmente um inconformista. E isso é muito lindo! É preciso ouvir os jovens, dar-lhes lugares para se expressar, e cuidar para que não sejam manipulados.”

Fonte: Fantastico

sábado, 27 de julho de 2013

Espera-se cerca de 3 milhões em Copacabana para missa com Papa

O Papa papou o Rio', disse o prefeito na manhã deste sábado (27).
Cerimônia de encerramento acontecerá neste domingo (28), na Zona Sul.

O Prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse neste sábado (27) que espera cerca de 3 milhões de pessoas em Copacabana, na Zona Sul do Rio, na missa que será realizada pelo Papa Francisco na manhã deste domingo (28). A declaração foi dada em coletiva no Centro de Operações da Prefeitura da cidade, na Cidade Nova.

Acompanhe em tempo real o dia do Papa


"Eu estou com a expectativa de amanhã a gente literalmente bater o recorde na praia de Copacabana na sua história. Eu imagino que entre 2,5, 3 milhões de pessoas. Eu estou vendo gente que não é católica, que não é cristã fervorosa indo ver o Papa. Eu só descanso quando imagino que o Papa vai dormir. O Papa papou o Rio", disse Paes, que acrescentou também que a cada dia o povo está mais organizado:


"A gente está valorizando as falhas, mas o que aconteceu em Copacabana foi lindo. Tudo ordenado. Estamos tendo um evento atrás do outro e está tudo lindo. A saída das pessoas está melhorando dia a dia. A gente vai ter sempre um grau de tumulto porque é muita gente, mas eu acho que a gente está avançando muito. A gente está cada dia mais organizado. Aqueles problemas que a gente enfrentou no início,  já estão sendo superados", completou o prefeito.

Eduardo Paes aproveitou também para parabenizar os peregrinos pelo respeito às regras, como atravessar na faixa de pedestre e não jogar lixo na rua.

"É uma coisa incrível. A gente em média, em uma noite de réveillon -, nós estamos indo para a terceira noite -, coleta 300 toneladas de lixo. Nessas quatro noites até agora, nós só coletamos 47 toneladas. Para a gente ver o grau de civilização e de consciência dos peregrinos. Os peregrinos só atravessam na faixa. É um respeito às regras, um negócio incrível. Seria um belo legado para a cidade a gente fincar essa cultura de ver que o lixo que a gente joga no espaço público é custo de todo mundo. É muito legal isso", disse.

"A gente costuma comparar a vinda do Papa a dimensão de um reveillon, só que tem diferenças fantásticas. É uma população muito pacífica, muito ordeira, muito respeitadora de regras. A cidade está reagindo muito bem. A festa em Copacabana foi linda", disse.

"Eu acho que o Rio de Janeiro inteiro vai para Copacabana, no trajeto do Papa, para se despedir. O Papa Francisco já foi incorporado à paisagem carioca e já vão sofrer com a saída dele. Eu estou muito feliz. Acho que a Jornada é um tremendo sucesso. Com os probleminhas que a gente conhece, mas um tremendo sucesso", avaliou o Prefeito do Rio, Eduardo Paes.